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Agência alemã alerta sobre perigo de mutações do coronavírus

Segundo presidente do Instituto Robert Koch, vírus ganhou impulso com novas variantes registradas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil.

O presidente do Instituto Robert Koch (RKI), agência alemã para o controle e prevenção de doenças no país europeu, Lothar Wieler, fez um alerta nesta sexta-feira (05/02) sobre a disseminação de variantes do coronavírus.

“O Sars-CoV-2 tornou-se globalmente mais perigoso”, disse. “O vírus ainda não está cansado. Pelo contrário, acabou de ganhar um impulso”, ressaltou Wieler ao falar sobre as mutações detectadas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil.

Segundo ele, a pandemia de covid-19 está “mais perigosa” na Alemanha devido às novas cepas do vírus. Wieler afirmou ainda que laboratórios alemães examinaram na semana passada o sequenciamento genético do coronavírus em mais de 30 mil amostras positivas colhidas no país para avaliar a disseminação das novas variantes.

A mais comum delas é a mutação britânica, que já foi detectada em 13 dos 16 estados alemães e representa pouco menos de 6% dos casos. No entanto, para Wieler, este número deve aumentar à medida que a variante é detectada “com mais e mais frequência”.

“Elas [as mutações] ainda não são dominantes, mas temos que reconhecer que sua participação continuará a aumentar, assim como foi relatado em outros países europeus nas últimas semanas”, explicou.

Uma análise em massa de testes positivos na França feita no final de janeiro revelou que 14% dos casos são suspeitos de serem da variante britânica, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela agência de saúde pública francesa. Isso significa um aumento de 3% em relação há um mês.

De acordo com Wieler, a cepa britânica é mais contagiosa do que o vírus original e há indícios de que essa mutação também possa levar a um quadro mais grave da doença. O presidente do RKI alerta ainda que a pandemia ainda está longe do fim e que os cuidados não podem ser deixados de lado.

Para impedir a disseminação das mutações no país,proibiu a entrada no país até 17 de fevereiro de viajantes vindos do Reino Unido, do Brasil, da África do Sul e de outros países com forte presença de variantes mais transmissíveis.

Um caso da cepa descoberta no Amazonas chegou a ser registrado na Alemanha: uma pessoa assintomática procedente do Brasil testou positivo para a covid-19 mediante um exame de PCR. Uma análise de laboratório revelou que se tratava da variante brasileira.

Ministro optimista
Apesar das preocupações com as novas variantes, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, disse que nesta sexta-feira que há bons sinais de que as restrições impostas pelo governo, como o lockdown em vigor desde 16 de dezembro, estão tendo resultados. Pela primeira vez em dois meses, a Alemanha tem menos de 200 mil infecções ativas. Além disso, o número semanal de novos casos confirmados caiu para 80 a cada 100 mil habitantes. A meta do governo é que o índice volte a ficar abaixo de 50.

Spahn também disse que a introdução da vacina da AstraZeneca-Oxford “faria uma diferença real” na campanha de imunização da Alemanha. A União Europeia utiliza atualmente vacinas da Pfizer-BioNTech e da Moderna e vem sofrendo com atrasos na entrega dos imunizantes.

As regras existentes sobre quem deve ser vacinado primeiro serão ajustadas, já que inicialmente a vacina AstraZeneca-Oxford só será aplicada no país em pessoas de 18 a 64 anos, por falta de estudos em pacientes acima dessa idade.

Até agora, a Alemanha aplicou a primeira dose de vacinas contra a covid-19 em 2,1 milhões de pessoas.

Spahn também garantiu que haverá punição para aqueles que furarem a fila da vacinação. Recentemente, um diretor de um hospital se desculpou por ter sido vacinado antes de médicos e enfermeiros. Já em Stendal, no leste do país, cerca de 320 policiais receberam doses da vacina, irritando autoridades locais.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, deve discutir o atual lockdown e medidas para impedir a disseminação das variantes com os 16 governadores na próxima quarta-feira.

“Se dermos a essas mutações a chance de se espalharem, correremos o risco de um novo aumento nas infecções”, advertiu Spahn. “Temos os meios para combater o vírus, não imediatamente, mas no decorrer do ano”, acrescentou.

A Alemanha registrou nesta sexta-feira 12.908 novos casos de coronavírus e 855 mortes. No total, o país tem 2.264.909 infecções e 60.597 óbitos.

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FonteDW
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