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Uma pessoa baleada após tiroteio em Cafunfo

Activista denuncia que uma pessoa foi baleada esta madrugada em Cafunfo, Angola, onde no sábado (30.01) várias pessoas morreram num incidente caraterizado como “massacre” por várias ONG. Relata ainda ameaças de morte.

A denúncia é de um aCtivista e morador de Cafunfo, segundo o qual o incidente aconteceu no bairro Elevação. A vítima, um outro jovem, terá sido baleada num dos pés. “Houve muitos disparos, como se fosse um confronto entre as forças do Governo e inimigos”, disse Jordan Muacabinza.

O activista deixou seu apelo ao Presidente da República de Angola, João Lourenço, para que o mesmo intervenha no sentido de “apaziguar” a população. O activista pediu ainda uma comissão de inquérito para investigar o caso.

Ameaças de morte
“Aqui não estão a permitir aos ativistas e defensores dos direitos humanos exercerem livremente o direito de investigar estes casos”, declarou Jordan Muacabinza, que disse estar a ser ameaçado de morte. 

Jornalistas da agência de notícias Lusa em Angola também relatam terem ouvido disparos por volta das 3h30 (hora local). A Lusa contatou os responsáveis do Ministério do Interior que remeteram esclarecimentos para mais tarde.

No último sábado (30.01), várias pessoas morreram e outras ficaram feridas em Cafunfo, num incidente que envolve a polícia e as Forças Armadas Angolanas (FAA).

Autoridades policiais contabilizaram seis mortos e acusam o Movimento do Protetorado da Lunda Tchokwe (MPLT) de instigar o que denominam rebelião, alegando que as mortes ocorreram durante uma tentativa de invasão da esquadra. 

Massacre
Entretanto, moradores, ativistas e os elementos do MPLT afirmam que a polícia disparou contra manifestantes desarmados. O balanço do número de mortes varia entre seis e 25 pessoas.

ONG internacionais, bispos católicos de Angola e a oposição angolana condenaram o que dizem ser “um massacre” e pedem ao Governo que investigue a ação policial.

Segundo avança o Jornal de Angola desta quinta-feira (04.02), o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos angolano, Francisco Queiroz, afirmou que “a investigação impõe-se para aclarar as coisas”, pois “estamos num processo de transparência, diálogo e contacto com a sociedade civil”, disse.

O referido ministro admitiu ontem que houve violações dos direitos humanos de parte a parte nos incidentes de Cafunfo, província da Lunda Norte, e prometeu a abertura de um inquérito.

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