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Covid-19: Ngonguembo é o único município do Cuanza-Norte sem registo de casos

Numa altura em que o Cuanza-Norte contabiliza 379 casos de Covid-19, Ngonguembo é o único dos 10 municípios da província sem registo de infecções.

O director municipal da Saúde, Jorge Zumba, admite como causa o fraco movimento de viaturas devido ao mau estado das estradas. Buracos, crateras na faixa de rodagem e capinzal nas bermas, sobretudo nos 22 quilómetros entre a aldeia de Andulo (Golungo-Alto) e Quilombo dos Dembos, tornam a viajem uma verdadeira odisseia. Só viaturas com tracção às quatro rodas, predominantemente Land-Cruiser, Mitsubishi e Hilux aventuram-se a circular.

Em função disso, está praticamente isolado do resto da província. Mas haverá outras razões para a localidade estar livre do vírus. A vila de Quilombo dos Dembos, sede da circunscrição, recebe em média cinco carros por dia, que no geral transportam 25 a 30 pessoas, a maioria funcionários públicos e camponeses locais. Viajam para o vizinho Golungo-Alto e Cazengo para adquirir bens e vender produtos do campo ou levantar salários, no caso dos funcionários, já que a localidade não dispões sequer de uma agência bancária.

Na busca dos ordenados os viajantes do Ngonguembo permanecem em sítios de potencial contaminação, ao se juntarem em aglomerados de pessoas que se concentram à entrada dos bancos a espera de atendimento ou a cumprir a fila para acesso aos Terminais de Atendimento Automático (ATM), onde muitos indivíduos não usam correctamente máscara facial. Cenário semelhante vive-se nos mercados, por esta razão, Don Kora, conhecido motorista de Ngonguembo, entende que a ausência de casos da Covid é obra de Deus.

Don Kora conta que quando surgiu a doença no país, em Março passado, a Administração Municipal criou um posto de testagem obrigatória num dos bairros à entrada da sede municipal, agora removido. Apesar da inexistência de infectados na localidade, Antónia João, camponesa residente no bairro Velho Yango, disse já ouvir falar de coronavírus mas, nunca viu ninguém a padecer da enfermidade, daí a sua descrença sobre o assunto.

Como nas demais localidades do Cuanza-Norte e não só, no Ngonguembo existem cumpridores e incumpridores das medidas de biossegurança. Por exemplo, na feira económica, realizada a 30 de Janeiro no mercado municipal, foram vistos vários cidadãos em convívio, sem protecção facial nem observância de outras medidas, como o distanciamento físico. Por esta razão foram detidos seis cidadãos e obrigados a pagar multas no valor de cinco mil kwanzas cada um, de acordo com o comandante municipal da Polícia, intendente Luís Francisco Carúngo.

Rigor nas escolas

No sector da Educação, António Joaquim revela que nas 19 escolas existentes verifica-se o cumprimento escrupuloso das medidas de biossegurança designadamente, uso da máscara facial, lavagem das mãos com água e sabão e distanciamento recomendado. Disse que o fornecimento de água é assegurado por motorizadas de três rodas, adquiridas pelo Governo provincial e armazenadas em pipas de 200 litros cada, que sustentam 68 baldes com torneiras.

“Os alunos cumprem todas orientações emanadas pela direcção das escolas, por isso não temos problemas com o cumprimento das medidas de prevenção contra a doença”, disse. O responsável frisou que até ao momento receberam da Direcção Provincial de tutela 156 frascos de álcool gel, 67 de etílico, 75 mil máscaras, 510 pares de luvas cirúrgicas, 125 descartáveis e 324 litros de lixívia.

Ngonguembo é habitado por cerca de 9.576 pessoas, a maioria camponesa e composto pelas comunas de Camame e Cavunga. Se Ngonguembo não tem qualquer caso, o município mais atingido do Cuanza-Norte é Cazengo 166, seguido de Ambaca com 155 infecções, segundo um relatório do Gabinete provincial da Saúde.

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Fonteja
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