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Arte e cultura angolana no “Caldo do Semba”

A primeira edição do “Caldo do Semba”, uma iniciativa sociocultural, realizada no formato online, acontece dia 14, na Casa de Cultura Chico Science, em São Paulo, Brasil, na âmbito do projecto “Kizomba Yetu”.

A iniciativa conta com a participação dos cantores angolanos Paulo Matomina e Jéssica Areias, que vão ser acompanhados, na percussão, por Cauê Silva. O Colectivo de dança Kizomba Yetu vai actuar, com exibições nos mais variados estilos. Ao longo do caldo acontece, ainda, a exposição de pratos típicos de África, com realce para os angolanos.

A pesquisadora de danças africanas Vanessa Dias, uma das mentoras e coordenadora do projecto, disse, on-tem, ao Jornal de Angola, via Whatsapp, que o objectivo é criar uma ponte cultural entre angolanos e brasileiros, assim como dar oportunidade aos artistas dos dois países de conhecerem me-lhor a realidade sociocultural de ambos.

O “Caldo do Semba”, explicou, é uma réplica de outros, realizados em Luanda, que unem, no mesmo espaço, a música, dança e gastronomia. O projecto, adiantou, tem duração de seis meses e inclui a realização de seminários.

As danças africanas, continuou, em particular as angolanas, têm alcançado força e expressão na diáspora, sobretudo devido ao trabalho de divulgação feito pelos movimentos culturais e artísticos dirigidos por pesquisadores e investigadores afro-descendentes. “Esta expansão tem despertado o interesse de muitos jovens de comunidades estrangeiras, curiosos em aprender mais sobre estas danças”.

Iniciativa

No mês passado, lembrou, o colectivo Kizomba Yetu, incentivado pela Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, realizou um seminário online sobre algumas danças angolanas, como a kizomba, semba, kuduro e folclóricas. A acção de formação teve a duração de uma hora.

“Tivemos 26 inscrições, com alunos de São Paulo e até de Portugal. Mesmo com as restrições da pandemia conseguimos dar continuidade ao projecto, que já havia sido realizado antes e agora tem o apoio oficial da Secretaria Municipal de Cultura e do Governo Federal do Brasil”, disse.

O projecto, inserido na iniciativa “Intercâmbio Cultural Brasil & Angola”, do colectivo Kizomba Yetu, serviu, ainda, para incentivar a troca de experiências culturais entre os dois países, criando oportunidades para as pessoas terem acesso aos hábitos e a diversidade artística de ambos.

“A formação foi gratuita”, revelou, acrescentando que a conferência sobre danças teve o apoio da Associação Angolana de São Paulo “Palanca Negra”, representada por Carlos Francisco João. “Todos os participantes receberam diplomas”.

Kizomba Yetu

O colectivo Kizomba Yetu é um dos grupos que tem realizado actividades socioculturais na cidade de São Paulo, Brasil. O principal objectivo é promover a cultura e as danças angolanas através de aulas.

Formado por angolanos, brasileiros, guineenses e franceses, residentes em São Paulo, o colectivo existe desde Agosto de 2018. Em 2019, foi contemplado pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, no Brasil, no programa Valorização de Iniciativas Culturais, para realizar o projecto “Intercâmbio Cultural Brasil & Angola”.

O programa tem promovido as danças africanas nas regiões de São Paulo e já permitiu a formação de dois mil alunos, a maioria com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos.

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FonteJA
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