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No “Dia do Clima”, Joe Biden inaugura uma nova agenda política para o ambiente

Presidente americano assina decretos que colocam o combate às mudanças climáticas no topo das suas prioridades

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou na tarde desta quarta-feira, 27, uma série de decretos que voltam a colocar o combate às mudanças climáticas no topo das prioridades da Administração americana.

No dia 20, momentos depois de ter tomado posse, Biden assinou o decreto presidencial que reintegra o país no Acordo de Paris, do qual tinha saído sob o Governo de Donald Trump.

Hoje, no que ele chamou de Dia do Clima, Biden instruiu o Governo federal a não autorizar novas perfurações de petróleo e gás nas suas terras, eliminou subsídios aos combustíveis fósseis e ordenou a transformação da frota de carros e camiões do Estado em veículos eléctricos, entre outras medidas.

“É um futuro de enormes esperanças e oportunidades. Trata-se de chegar ao momento de fazer face a esta ameaça máxima que temos agora perante nós, as mudanças climáticas, com um sentido maior de urgência. A meu ver, já esperámos muito tempo para lidar com esta crise climática. Não podemos esperar mais. É hora de agir”, disse o Presidente no momento da assinatura dos decretos que, entre outras medidas, criam um conselho interagências de justiça ambiental para lidar com as desigualdades raciais e económicas exacerbadas pelas mudanças climáticas e poluição do ar e da água.

Joe Biden anunciou ainda a realização de uma Cimeira de Líderes Climáticos a 22 de abril, Dia da Terra e quinto aniversário da assinatura do Acordo de Paris, a ser realizada em Washington.

Ao eliminar as concessões para a exploração de combustíveis fósseis em territórios federais, sem cancelar os contratos já existentes, que serão extensamente revistos, Biden cumpre uma das suas promessas de campanha.

O Presidente garantiu que com essas decisões, o seu Executivo vai proteger e aumentar os empregos, inclusive através de padrões mais rígidos.

Além disso, o seu Governo compromete-se a proteger 30% das terras e águas federais para 2030, com o objectivo de interromper a perda da biodiversidade.

Ele garantiu, porém, que as novas medidas não causarão perda de empregos porque haverá uma geração de “empregos do futuro”, com a criação de milhões de postos com remuneração acima de 9 dólares por hora.

“Estamos a falar sobre inovação americana, produtos americanos, mão de obra americana. Estamos a falar sobre a saúde da nossas famílias, água mais limpa, ar mais limpo e comunidades mais limpas. Estamos a falar sobre segurança nacional, os americanos liderando o mundo num futuro de energia limpa”, sublinhou o Presidente, que em Fevereiro apresentará ao Congresso um plano de 2 bilhões de dólares para o clima, com o qual deseja instalar permanentemente medidas ‘verdes’ dentro da economia americana.

O Presidente, no entanto, terá uma forte oposição dos republicanos neste sector em que as políticas de Donald Trump foram completamente opostas.

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FonteVoA
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