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Comerciantes informais em Cabo Verde “sentem” crise e queixam-se de dias difíceis

Crise financeira devido à Covid-19 deixa vendedores no Mercado do Sucupira sem clientes

O Mercado do Sucupira, na cidade da Praia, é o maior ponto de comércio informal de Cabo Verde.

Neste período de pandemia da Covid-19, os comerciantes queixam-se de muitas dificuldades, tendo em conta que a venda caiu drasticamente e, dizem, vivem situações difíceis.

No espaço considerado como o coração do comércio informal do arquipélago, há centenas de comerciantes informais que vendem vestuário, calçados, brinquedos, artigos de beleza e cosméticos, artesanato, eletrónicos e géneros alimentícios.

Muitos são imigrantes de países vizinhos da costa ocidental do continente.

Em conversa com a VOA, muitos admitem não ter dinheiro e outros não saem de casa com receio de se contaminarem com o vírus.

Dona Palmira, tem 67 anos e vende no Sucupira há cerca de 30 anos, dedicando-se ao negócio de vestuários e calçados.

Mercado de Sucupira, Praia, Cabo Verde.
(DR)

Ela conta que a situação “está péssima”.

“Não há venda, ninguém vem negociar porque não há dinheiro”, afirma a vendedeira que, no entanto, mostra-se esperançosa em dias melhores, afirmando que o mais importante “é ter vida e saúde para continuar a lutar no dia-a-dia”.

Outro vendedor, de nome Júnior e imigrante da Nigéria, dedica-se à venda de telemóveis e acessórios.

“Estou aqui há cerca de 9 anos, o negócio está mau e continuo à espera do apoio prometido pelo Governo”, conta.

Jandira, outra comerciante informal há cerca de 10 anos, reitera que a situação neste momento “é muito difícil, uma vez queosnegócios estão praticamente parados”.

Também não recebeu qualquer ajuda, apenas promessa e umas máscaras no início da pandemia.

Num salão de beleza, Codé queixa-se da falta de clientes neste período da pandemia.

Em termos de apoios do Governo, ela disse que no início recebeu 10 mil escudos (cerca de 100 dólares) que, na altura, para minimizar algumas dificuldades.

Com a pandemia a ter uma segunda onda no país e com eleições este ano, que geralmente acarretam grandes aglomerações de pessoas, teme-se uma recuperação lenta da economia, apesar das projecções de que Cabo Verde voltará a crescer neste ano.

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FonteVoA
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