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Luanda coberta de lixo assinala 445 anos de existência

Luanda celebrou esta segunda-feira, 25 de Janeiro, 445 anos de existência, desde a sua fundação em 1576 pelo português Paulo Dias de Novais. Coberta de lixo e com saneamento básico insuficiente, na capital de Angola as festividades este ano não se realizam como manda a tradição dos luandenses, devido à pandemia da Covid-19.

Fundada a 25 de Janeiro de 1576 como Vila de São Paulo da Assunção de Luanda, pelo capitão português Paulo Dias de Novais, foi um importante centro do tráfico de escravos para o Brasil entre 1550 e 1850 e segundo historiadores, foi lá que se estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, das quais 350 homens de armas, religiosos, mercadores e funcionários públicos.

Amontoados de lixo e insuficiência no saneamento básico marcam os 445 anos da cidade de Luanda, que já foi considerada, entre 1872 e o começo da década de 1960, uma cidade de encantos e de referência internacional, ou seja, conhecida, na altura como a “Paris de África”, pode ler-se no portal de notícias oficial ANGOP.

Alguns populares ouvidos pela RFI, sublinham que não obstante algumas melhorias da cidade, a capital angolana continua a ser “engolida” por velhos problemas estruturais, começando pela insuficiência do saneamento básico e a rede de distribuição eléctrica e de água potável.

Enumeram, igualmente, como postal que belisca a imagem da capital, a falta de transportes públicos, iluminação urbana, bem como amontoados de lixo nas principais avenidas.

Os populares apontam, também, a subida dos preços dos serviços e bens de primeira necessidade, porém, apelam o Governo de Luanda e o Ministério do Comércio e Indústria a fiscalizar as grandes superfícies comerciais e mercados informais, para se acabar com a especulação de preços.

Apesar disso os diferentes interlocutores têm esperanças em dias melhores em Luanda, uma das cidades mais caras do mundo para um estrangeiro residir.

“O trabalho que gostaria que fosse feito, seria que primassem pelo saneamento básico. Se houvesse valas de drenagem, não dávamos de vista com a água todos os dias. Eu vejo praticamente que a nossa cidade continua sempre com lixo, mas há muita diferença entre o ano 2000 em que se via pouco lixo, mas agora o lixo tornou-se muito. Nós queremos só mesmo é água dentro do quintal, canalizada, porque a nossa água não é tratada, carrego água no chafariz”, narram.

Por causa das restrições impostas pela crise sanitária devido à pandemia da Covid-19, este ano as festividades na cidade de Luanda não serão realizadas como é habitual para os luandenses e a governadora da Província de Luanda, Joana Lina, reconhece que a actual imagem da cidade não é das melhores e garante que continua a trabalhar para inverter o quadro da capital angolana.

Em declarações à Rádio Luanda, a governante defendeu maior empenho dos administradores municipais no sentido de garantir melhores condições de vida à população.

Joana Lina reconhece o contributo de várias pessoas singulares que, com iniciativas próprias contribuem para tornar Luanda um lugar acolhedor, garantindo que tem acompanhado todas as actividades desenvolvidas nos bairros.

“Uma das grandes batalhas que eu travo diariamente é que cada município, cada administrador deve assumir a sua responsabilidade. Problemas do lixo numa rua não é problema da governadora, problemas de um jardim que se não está regar, acho que não deve ser problema de governador nenhum, tem que ser do administrador ,” explicou a também secretária provincial do MPLA de Luanda.

Luanda é a maior e a mais densa cidade de Angola. Inicialmente projectada para uma população a rondar os 500 mil habitantes, é, hoje, uma cidade superpovoada, com mais de seis milhões de pessoas, segundo o senso populacional de 2014, na sua maioria fugidas da guerra civil entre 1992 e 2002.

Luanda é constituída por nove municípios, designadamente Luanda, Icolo e Bengo, Quiçama, Cacuaco, Cazenga, Viana, Belas, Kilamba Kiaxi e Talatona.

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FonteRFI
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