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Facilitaria bancarização dos informais: Banco digital à espera de ‘luz verde’ do BNA há quase dois anos

Já passam quase dois anos desde que o Dubank, com um capital inicial de 12 milhões de dólares, deu entrada dos requisitos fundamentais para a certificação como banco digital junto ao Banco Nacional de Angola (BNA).

Desde então, a direcção foi notificada para um encontro em Fevereiro do ano passado pelo órgão regulador que alegava, na altura, “não ser o momento favorável para o exercício da banca digital.”

Mas o CEO do projecto, Sérgio Hirose, não concorda e explica que, face à crescente necessidade de serviços digitais motivada pelas restrições impostas pela pandemia, o banco “facilitaria a vida” de muitas empresas que se debatem com problemas de garantir pagamentos digitais em segurança.

Até porque, realça, “é uma questão de acompanhar o mercado, porque hoje está globalizado.” “Existe uma quebra de paradigma. Hoje, cada vez mais, o ser humano precisa de ter a conta digital, fazer as transacções digitalmente. O problema das grandes empresas é a questão dos pagamentos online, ou seja, os grandes problemas são as reconciliações bancárias”, observa.

Outra valia enumerada pelo empresário é a facilidade de formalização de negócios, possibilitando, desta feita, a arrecadação de obrigações fiscais. Estima traba-lhar, logo tenha o aval do BNA, com 5% do mercado informal, tendo em consideração que estes são mais de oito milhões, o que “poderá resultar em mais de 400 milhões de empregos indirectos.”

Mas, para o efeito, o banco responsabilizar-se-á por educar financeiramente os informais. “Qual é a segurança de uma pessoa que vende no mercado do 30 ou zungueira? Ela tem a questão do roubo, não consegue fazer a gestão financeira e pagamentos online.

Todo o mundo hoje tem telefone, este dispositivo facilita a bancarização”, aponta. Hirose aponta a “relutância” comum no arranque de qualquer “serviço inovador, dando o exemplo do ‘Whatsapp’. “No início, muitos pensaram que não funcionaria, hoje, há quem não viva sem o aplicativo.

Já há países em que se faz transacção através do mesmo”, nota, descartando a possibilidade de desistência do projecto. “Vamos persistindo, sei que é algo novo para África, mas, para o mundo não, acreditamos no potencial do mercado e na globalização.

Foi um grande desafio entrar em Angola”, afirma, esperançoso em obter a licença. E confessa ter recusado um convite das autoridades moçambicanas para abrir o banco digital naquele país. O CEO do Dubank menciona também o que espera ser a receptividade pelo mercado.

Nas suas contas, sem entrar em operação e sem qualquer divulgação, mais de 25 mil pessoas demonstraram o interesse em abrir uma conta no banco através do seu site. Sérgio Hirose garante, a par dos empregos indirectos, a geração de 300 postos de trabalhos directos, justificando a estimativa com o facto de o banco não necessitar de instalações físicas espalhadas pelo país.

O projecto integra também um serviço de call center 24 horas ao dia. APOSTA NO LIXO Enquanto não recebe luz verde do BNA, o empresário de origem brasileira começou a investir na transformação de resíduos urbanos em matéria-prima, como adubo bio-orgânico e madeira biossintética, elemento que serve para o fabrico de contentores, plataformas e outros materiais de construção civil.

A fábrica BTC-ECO, com capacidade de transformar 100 toneladas de resíduos diariamente, estará instalada na Zona Económica Especial Luanda – Bengo (ZEE), numa parceria com a Agência Nacional de Resíduos e o extinto Ministério do Ambiente, contando com um investimento de 5 mil dólares para empregar mais de mil pessoas.

O processo de transformação do resíduo permitirá a empresa entrar no mercado de energias limpas. Além disso, o empresário projecta construir 1.200 casas auto- -sustentáveis por ano, cujo prazo de durabilidade, estima, é de 100 anos.

A PRIMEIRA TENTATIVA

O extinto Banco Postal foi apontado pelos seus promotores como aquele que viria a ter, no escopo, um segmento de negócio com características de um banco digital, replicando um conceito já desenvolvido em África, em países como o Quénia.

Entretanto, em Janeiro de 2019, o BNA decidiu pela retirada da licença do banco, à semelhança do Banco Mais, com o argumento de alegada insuficiência de capital, justificação que foi negada pelos donos do banco, desencadeando um processo judicial cujo desfecho ainda não é de conhecimento público.

 

 

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