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Director nacional de crime organizado: “Não há registo de raptos em Angola”

O director Nacional de Crime Organizado, comissário Pedro Lufungola, descartou hoje, em Luanda, nas instalações do Serviço de Investigação Criminal SIC-geral, a existência de casos de raptos e sequestros em Angola como está insistentemente a ser referido nas redes sociais.

Um dos casos mais repetidos foi de um áudio onde uma mulher relata uma alegada tentativa de sequestro, ao qual o oficial dedicou algumas explicações, sublinhando que este registo sonoro não continha quaisquer dados concretos de rapto ou sequestro.

“Nem tão pouco foi apresentada uma queixa ao SIC para aferir realmente os factos ocorridos”, disse, acrescentando que existem, no entanto, dois vídeos, onde, num deles, é relatado também um alegado rapto na Avenida dos Combatentes, em Luanda, que se apurou ter-se tratado de um roubo “tendo sido detidos os seus autores”.

O comissário Pedro Lufungola chamou ainda a atenção para o facto de estarem actualmente a circular nas redes sócias e em certos órgãos de comunicação social informações falsas sobre esta matéria ou que ocorreram noutros países e há muitos anos.

Outra situação que mereceu o esclarecimento das autoridades é o roubo ocorrido em táxis, onde os meliantes se fazem passar por profissionais destas viaturas de transporte de passageiros e depois assaltam as pessoas, levando-as para lugares menos frequentados, sendo que se trata de roubo e não de sequestros.

Pedro Lufungola revelou também a detenção de dois indivíduos, de um grupo de sete, que aparecem num vídeo que se tornou viral nas redes sociais, onde surgem a assaltar uma residência na Rua 26 do Lar Patriota.

“Na sequência, foram apreendidas duas armas de fogo do tipo AKM-47 em posse dos suspeitos”, descreveu.

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