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Marcelo Rebelo de Sousa reeleito Presidente de Portugal

No auge da Covid-19 em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República com 60,7% dos votos na primeira volta das presidenciais. Combate à pandemia e ao extremismo estão entre as suas prioridades.

Marcelo Rebelo de Sousa venceu as presidenciais deste domingo (24.01) sem dificuldades, conquistando 60,70% dos votos na sua segunda candidatura à Presidência portuguesa, apesar da abstenção recorde.

No seu discurso da vitória, o Presidente renovou o seu compromisso com os portugueses, que querem um Presidente “que respeite o pluralismo e a diferença, um Presidente que nunca desista da justiça social” e frisou que “o mais urgente” agora é o combate à pandemia de Covid-19.

“A 2 de novembro, dia da evocação das vítimas da pandemia no Palácio de Belém, havia 2590 mortos. São agora 10469. Para eles, assim como para os mortos não Covid, vai o meu, o nosso primeiro emocionado pensamento”, disse o chefe de Estado reeleito.

“Temos de fazer tudo o que de nós dependa, mas mesmo tudo, para travar e depois inverter um processo que está a pressionar em termos dramáticos as nossas estruturas de saúde”, salientou Rebelo de Sousa, reconhecendo que “os portugueses querem mais e melhor” em termos de justiça social e em gestão da pandemia. “Aconfiança é tudo menos cheque em branco”, sublinhou.

Ana Gomes ficou em segundo e não afasta uma nova candidatura
(DR)

Ana Gomes em segundo
De acordo com os dados oficiais, em segundo lugar ficou a candidata independente Ana Gomes, com 12,97% dos votos. A mulher mais votada de sempre em Portugal ultrapassou, assim, o candidato da extrema-direita André Ventura, do partido Chega, que ficou em terceiro lugar com 11,90% dos votos.

Em quarto lugar ficou João Ferreira, o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), com 4,32% dos votos, seguido por Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda (BE), com 3,95%. Tiago Mayan do partido Iniciativa Liberal ficou em sexto lugar, com 3,22%, seguido do candidato independente Vitorino Silva, com 2,94%.

Ana Gomes admitiu que falhou a segunda volta das presidenciais, mas considerou ter alcançado o “objetivo patriótico” de “impedir que a ultradireita ascendesse a uma posição de possível alternativa”. “Mantenho a condição de militante de base do PS e não desistirei nunca de fazer tudo que for preciso para servir a democracia”, salientou ainda a candidata que concorreu às presidenciais sem o apoio oficial dos socialistas.

Durante a campanha eleitoral, André Ventura tinha prometido que se demitiria se ficasse abaixo de Ana Gomes. Mas no seu discurso sobre o resultado eleitoral, disse que a decisão cabe agora aos militantes do partido. “Não fugirei à minha palavra e devolverei aos militantes do Chega a palavra sobre se querem ou não por continuidade a este projeto à frente deste partido”, declarou.

Presidente de Cabo Verde felicita vitória “expressiva”
O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, já felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela “vitória eleitoral expressiva” nas presidenciais em Portugal, descrevendo-o como um “amigo de Cabo Verde”, e disse esperar um reforço das relações bilaterais.

Numa mensagem divulgada pelo chefe de Estado cabo-verdiano na sua conta oficial na rede social Facebook, Jorge Carlos Fonseca assume o objetivo de “juntos” continuarem a trabalhar “para a consolidação das relações entre Cabo Verde e Portugal e no quadro da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa]”.

“Reeleito um Presidente que, inegavelmente, é amigo de Cabo Verde e que tem contribuído para o reforço da amizade e da cooperação entre os dois países”, afirmou Jorge Carlos Fonseca.

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