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Ciclone “Eloise” deixa rasto de destruição e sobe para seis o número de mortos no centro de Moçambique

O número de mortes provocadas pelo ciclone “Eloise”, que sacudiu o centro de Moçambique no sábado, subiu hoje para seis. A tempestade provocou milhares de desalojados nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia.

Cinco vítimas mortais foram registadas na província de Sofala e uma na Zambézia, além de 12 feridos, num total de 176.000 pessoas afetadas.

Na província de Manica, o ciclone “Eloise” afetou severamente quatro distritos, nomeadamente Macate, Sussundenga, Mossurize e Machaze. Segundo dados preliminares do distrito de Mossurize, o mau tempo deixou ao relento mais de 200 famílias e destruiu cerca de 250 infraestruturas públicas e privadas.

As estradas regionais 260 e 441 que ligam a capital provincial de Manica, Chimoio, a Mossurize e Mossurize a Machaze, respetivamente, estão intransitáveis devido ao aumento dos caudais de seis rios que passam por aqueles distritos da região sul de Manica. Os rios Búzi, Chinyica, Mossurize, Gaha, Machakweri e Chirera, que ficaram debaixo das águas, isolando o distrito de Mossurize do resto da província por via terrestre desde a tarde do último sábado (23.01) em virtude dos efeitos da depressão tropical.

Rafael Muconde, um dos afetados no distrito de Mossurize, contou à DW África o drama vivido. “Esse bairro é que sofreu muito em relação a outros bairros talvez por estar num local elevado, mas nós pensávamos que estando num local elevado não haveria riscos ou desastres. Aqui o que sofreu mais foram casas”, diz.

O ciclone “Eloise”, que sacudiu a província de Manica, foi caracterizado por chuvas torrenciais acompanhadas de ventos fortes.

Famílias realojadas em escolas
Segundo o administrador do distrito de Mossurize, Fernando Samuel, as famílias que ficaram com as casas destruídas foram alojadas em escolas primárias e têm estado a receber apoio do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD).

“Neste momento a situação está calma. Conseguimos colocar as pessoas afetadas em lugares seguros. Tivemos também a destruição de casas, de duas salas de aula e um alpendre com três salas de aula”, disse o administrador de Mossurize.

Além de casas e infraestruturas públicas e privadas, a tempestade derrubou árvores de grande porte, que bloquearam vias de acesso e quebraram cabos eléctricos, cortando o fornecimento de energia eléctrica nos distritos de Mossurize e Machaze, disse ainda o administrador.

O ciclone também destruiu áreas ainda não quantificadas de culturas de milho, cujas sementeiras foram lançadas em outubro e novembro, e grande partes destas culturas ficaram submersas.

A administradora do distrito de Macate, Rosa Cararadza, disse que no seu distrito 11 famílias ficaram ao relento devido à destruição das suas residências e foram alojadas na Escola Secundária da vila sede do distrito.

Exames finais da 7ª classe
O INGD e o governo distrital estão a trabalhar de mãos dadas no sentido de alocar tendas para acomodar as famílias, pois esta segunda-feira (25.01) arrancam os exames finais da 7ª classe. “Criamos condições com apoio do INGD para dar alimentação às famílias que estão alojadas na escola. Temos exames e algumas das salas ocupadas pelas famílias vamos precisar para que os alunos façam exames” hoje, disse a administradora de Macate.

A administradora de Macate deu a conhecer ainda que os rios que passam por aquele distrito estão com os níveis de água acima do normal, daí que apela à população a não se fazer a estes locais sob o risco de serem atacadas por crocodilos.

Em Moçambique, o ciclone “Eloise” afetou mais de 30 mil famílias, segundo o INGD. Há quase 7 mil pessoas deslocadas em 21 centros de acomodação. Muitas famílias precisam do apoio alimentar bem como necessitam de tendas.

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FonteDW
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