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Irão revela base subterrânea de mísseis na costa do Golfo

A Guarda Revolucionária do Irão revelou, recentemente, que existe uma base subterrânea para “mísseis estratégicos” na costa do Golfo, de acordo com os media estatais.

Os Guardas da Revolução iranianos, a poderosa força de elite muito próxima do supremo líder, relevaram a existência de uma nova grande base de mísseis numa localização secreta, ao longo da costa do Golfo Pérsico.

Imagens em vídeo, transmitidas pelos media estatais esta sexta-feira, mostram o chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami, a percorrer o que parece ser um longo túnel subterrâneo revestido de mísseis, avança a CNN.

“Esta base é uma das várias que abrigam os mísseis estratégicos da Marinha dos Guardas”, informou o canal citando o general Hossein Salami.

No ano passado, a Guarda Revolucionária já tinha mencionado que o Irão construíu “cidades de mísseis” subterrâneas ao longo da costa do Golfo, alertando para um possível “pesadelo para os inimigos do Irão”.

“Estes mísseis têm alcance de centenas de quilómetros, são de grande precisão e enorme poder destrutivo e podem superar o equipamento de guerra eletrónico do inimigo”, disse Salami.

O arsenal de mísseis balísticos do Irão é um dos principais motivos das disputas de longa data de Teerão com os países vizinhos do Médio Oriente e os Estados Unidos.

A Arábia Saudita e outros países árabes da região do Golfo pediram a redução das armas balísticas do Irão, mas os líderes iranianos responderam repetidamente que essa questão não é negociável.

Recorde-se que, quando o Irão retaliou pela morte do general Qassem Soleimani em janeiro de 2020, disparou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra bases militares norte-americanas no Iraque.

“O que se está a ver hoje é uma das várias instalações de mísseis estratégicos da Naval do IRGC”, disse Salami, de acordo com a agência de notícias MEHR.

A revelação da existência desta base subterrânea ocorre num momento em que aumentam as tensões entre o Irão e os EUA.

Na segunda-feira, Teerão anunciou que tinha já retomado o enriquecimento de urânio para 20 por cento de pureza, muito acima dos limites estabelecidos no acordo nuclear de 2015, ao qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renunciou em 2018.

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden , prometeu entretanto restabelecer o acordo após assumir o cargo a 20 de janeiro. O conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, disse à CNN no domingo que o novo governo norte-americano também ia tentar uma “negociação subsequente” sobre os misseis balísticos iranianos.

“Na nossa opinião os mísseis balísticos, e o programa de mísseis balísticos do Irão, devem estar em cima da mesa como parte dessa negociação”, disse Sullivan.

O líder supremo do Irão, aiatolá Ali Khamenei, disse esta sexta-feira que o país não tem pressa para se juntar novamente ao acordo nuclear e argumentou que as sanções contra Teerão devem ser suspensas independentemente de os EUA voltarem ou não ao pacto.

Nos últimos anos, houve muitos confrontos periódicos no Golfo entre a Guarda Revolucionária e as forças militares norte-americanas, que acusaram a Marinha dos Guardas de enviar barcos de ataque rápido para assaltar os navios de guerra dos Estados Unidos quando estes passam pelo Estreito de Ormuz.

As tensões têm aumentado entre Teerão e Washington desde 2018, quando o presidente Donald Trump saiu do acordo nuclear de 2015 entre o Irão e seis potências mundiais, que limita o programa nuclear da República Islâmica, e impôs sanções que prejudicaram a economia do país.

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