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França quer reconhecer verdade da guerra de Argélia mas não pede desculpas

O historiador Benjamim Storia entregou hoje o seu relatório sobre a memória e a guerra de Argélia ao presidente francês, Macron. O Chefe de estado francês, pretende adoptar alguns actos simbólicos, no quadro do apazigumento das relações entre a França e Argélia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai adoptar “actos simbólicos” para apaziguar as memórias sobre a guerra de Argélia e reconciliar a França e Argélia.

Mas o chefe de Estado francês, não apresentará, desculpas, como tem exigido Argel, anunciou hoje o Eliseu, em reacção ao relatório do historiador Benjamim Storia, que hoje foi entregue ao presidente Macron.

Para o Eliseu, o importante é “sair do não dito e da negação” sobre a guerra de Argélia, de 1954 a 1962, que continua a dividir espíritos dos dois lados do Mediterrâneo.

Reconhecimento da verdade mas não de arrependimento

É uma iniciativa de “reconhecimento da verdade, mas não é uma questão de arrependimento ou de formular desculpas”, insistiu a presidência francesa.

O Presidente Macron, vai estudar as propostas do relatório do historiador Benjamim Storia, nomeadamente, o reconhecimento do assassínio do advogado e dirigente nacionalista argelino, Ali Boumendjel em 1957, pelo exército colonial francês, e a entrada no Panteão, da advogada anti-colonialista, Gisèle Halimi, morta a 28 de julho de 2020.

Emmanuel Macron, primeiro presidente francês, nascido depois da guerra de Argélia, tem demonstrado a vontade em desbloquear a questão escaldante e apaziguar as relações bilaterais voláteis há dezenas entre os dois países.

O relatório de 150 páginas que faz um apanhado geral da colonização e da memória entre os dois países, entregue ao presidente Macron, foi igualmente tornado público.

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