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Covid-19: Morreu ministro dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe

Sibusiso Moyo ficou conhecido em finais de 2017 ao aparecer na televisão para anunciar que os militares tinham tomado o controlo do país. A operação levaria à demissão forçada de Robert Mugabe após décadas no poder.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Zimbabwe, Sibusiso Busi Moyo – o militar que anunciou a tomada do país pelas Forças Armadas zimbabueanas que levou à queda de Robert Mugabe, em 2017 – morreu esta quarta-feira (20.01) vítima de covid-19, anunciou a Presidência.

Moyo morreu aos 61 anos num hospital de Harare, confirmou o porta-voz da Presidência, George Charamba, numa declaração.

Em 2017, Moyo anunciou que militares controlavam o país
(DR)

O próprio Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, confirmou a morte do ministro e partilhou uma mensagem de homenagem ao falecido veterano da luta do país pela independência.

“O Zimbabué perdeu um funcionário público dedicado e um verdadeiro herói e eu perdi um amigo. Lutou toda a sua vida para que o Zimbabué pudesse ser livre. Que descanse em paz”, escreveu o chefe de Estado, na rede social Twitter.

Moyo, um general do exército aposentado, ficou conhecido em finais de 2017 pelo seu papel na tomada do poder pelos militares, que levou à demissão forçada do ex-presidente Robert Mugabe após quase quatro décadas no poder.

O homem que mais tarde se tornaria ministro dos Negócios Estrangeiros foi encarregado de aparecer na televisão pública do Zimbabué às primeiras horas da manhã de 15 novembro de 2017 para anunciar, de uniforme, que os militares tinham tomado o controlo do país.

A operação levaria à demissão de Mugabe – forçada pelas Forças Armadas e pela própria liderança do seu partido, a União Nacional Africana do Zimbabué — Frente Patriótica (ZANU-PF) – uma semana mais tarde. Mugabe considerou sempre esta operação como um golpe de Estado.

Moyo é o segundo membro do executivo do Zimbabué a morrer da Covid-19 em apenas alguns dias. Ellen Gwaradzimba, ministra para os Assuntos Provinciais de Manicaland – uma província do país a leste de Harare, na fronteira com Moçambique – morreu no passado dia 15 de janeiro aos 60 anos de idade.

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