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Positivo é positivo: Marcelo está infectado, diz patologista

O presidente da República estará mesmo infetado com o novo coronavírus. Quando um teste PCR para detetar o SARS-COV-2 dá positivo, não há margem para dúvidas. O resultado negativo do segundo teste de Marcelo poderá ter a ver com a colheita.

Positivo é positivo. Quando um teste PCR indica a presença do SARS-COV-2, não há margem para dúvidas: “É porque o vírus está lá, não existem falsos positivos, isso é um mito”, garante ao JN Mafalda Felgueiras, patologista clínica de um hospital do Grande Porto.

Marcelo Rebelo de Sousa deu positivo num teste PCR, cujo resultado foi conhecido na passada segunda-feira à noite. Ainda na noite de ontem, o chefe de Estado fez um segundo teste PCR, desta vez realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, e o resultado, divulgado, esta manhã de terça-feira, deu negativo. Refira-se ainda que antes do primeiro PCR, o presidente da República tinha feito um teste de antigénio (rápido) que também deu negativo.

Salientando que não viu o teste positivo de Marcelo, e admitindo que se houvesse um problema técnico teria sido repetido antes de divulgado o resultado, Mafalda Felgueiras aponta uma explicação para os resultados antagónicos: a baixa carga viral do presidente da República.

“Estamos a falar de um vírus que afeta o trato respiratório inferior e que é expelido para o trato superior de forma intermitente”, explica. Quando a carga viral é baixa pode haver amostras que apanham o vírus e outras que não, acrescenta.

Mafalda Felgueiras nota que, apesar da sensibilidade do teste ser muito elevada (97% a 98%), a sensibilidade da amostra (colhida com a zaragatoa) é de 75%. “O que quer dizer que há 25% que nos escapam”, conclui. E se escapam – não é por erro na colheita e “a metodologia do INSA é igual às outras”, diz a médica – é porque o vírus nem sempre está no trato respiratório superior.

A baixa carga viral do presidente da República também explica o resultado negativo do teste rápido. “Estes testes só são bons em doentes sintomáticos, com cargas virais altas”, refere a patologista clínica.

Ainda que esteja positivo, os resultados negativos trazem uma boa notícia. É que com uma carga viral baixa, não é provável que o chefe de Estado tenha contagiado outras pessoas nas últimas horas.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra em isolamento na ala residencial do Palácio de Belém, vai fazer um terceiro teste PCR para dissipar dúvidas.

Na opinião de Mafalda Felgueiras “não faz qualquer sentido”. A repetição de testes em tão poucas horas não segue critérios clínicos e só serve para confundir a opinião pública, numa altura em que não é desejável desacreditar os testes, defende a especialista.

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FonteJN
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