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Envolvido em escândalo de corrupção: Ministro de Energia e Águas entrega demissão

De acordo com fontes não oficiais, o Ministro de Energia e Águas, João Baptista Borges, apresentou a sua demissão ao Presidente João Lourenço, na sequência de denuncias em Portugal sobre o seu alegado envolvimento num crime de branqueamento de capitais.

Depois do canal televisivo português TVI-24 ter denunciado há dias o seu possível envolvimento, através de familiares próximos, em negócios de branqueamento de capitais, João Baptista Borges sofreu pressões políticas no sentido de apresentar a sua demissão junto do Presidente João Lourenço, por não reunir condições para permanecer no seio do governo.

Relacionado com negócios no sector de energia em Angola, o Ministro constituiu empresas em Portugal, tuteladas por um filho e um sobrinho, através das quais conseguiu contratos milionários.

A título de exemplo, de acordo com o inquérito da TVI-24 que se baseou na consulta dos ficheiros do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), a empresa chinesa Hong Kong Yongda Holding subcontratou uma empresa, a Diverminds com sede em Dubai, pertencente a um dos filhos e um sobrinho do ministro João Baptista Borges, para apoio técnico em contratos públicos no sector da energia em Angola, pelo valor de cerca 1 milhão de euros.

Em Portugal, uma empresa também chamada «Diverminds» criada em 2018, igualmente em nome do sobrinho do ministro, recebeu transferências que levantaram suspeitas junto das autoridades portuguesas.

Paralelamente, uma offshore com sede nas Ilhas Virgens, a Valoris International, criada em 2013 em nome designadamente do ministro demissionário abriu uma conta em Portugal tendo como base a morada de outra entidade sediada na Madeira, por sua vez em elo com uma empresa sediada no Dubai com negócios em Angola. Nesta complexa teia de empresas, foi criado um circuito de emissão de facturas à Valoris International sem que se conheçam os serviços prestados.

Em Angola, o ministro foi acusado em diversas ocasiões por sindicalistas ligados ao sector de energia e águas de estar envolvido na comercialização ilícita de água em cisternas nos bairros de Luanda, igualmente através de familiares.

O Ministério Público de Portugal indicou já ter aberto um inquérito para investigar as suspeitas de branqueamento de capitais contra este membro do governo angolano que é um dos «sobreviventes» do anterior executivo tutelado pelo então Presidente José Eduardo dos Santos.

Presidente do Conselho de Administração da EDEL E.P entre 2005 e 2008, João Baptista Borges ocupou em seguida o cargo de vice-ministro da Energia até 2010, passando depois a ser secretário de Estado da Energia, até 2011. No ano seguinte, José Eduardo dos Santos nomeou-o Ministro da Energia e Águas, responsabilidade que continuou a assumir depois da chegada de João Lourenço ao poder em Angola, no ano de 2017.

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