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Empresas privadas bloqueiam funcionamento dos sindicatos

O candidato ao cargo de secretário-geral da União dos Sindicatos de Luanda, Alberto Sebastião, afirmou, ontem, que tem havido mais dificuldades de exercer a actividade sindical nas empresas privadas do que nas públicas, devido à falsa ideia de que os movimentos reivindicativos são desordeiros e, apenas, exigem aumento salarial.

Ao Jornal de Angola, explicou que os sindicatos também estão vocacionados a mobilizar e sugerir à entidade patronal determinadas políticas que visam retirar a empresa da falência. Acrescentou que os movimentos de reivindicação não estão apenas para exigir, mas também para contribuir na gestão das empresas, uma vez que os sindicatos são parceiros das entidades empregadoras.

“Nas empresas, que estejam em situação de crise, o sindicato pode sugerir ideias para aumentar a produtividade e evitar o encerramento da mesma”, apontou. O também secretário-geral provincial do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas e Similares de Luanda disse que a sua candidatura cinge-se na defesa dos interesses dos associados que integram a União dos Sindicatos de Luanda.

O sindicalista defende, no seu programa de acção, novas políticas de integração dos jovens nos movimentos sindicais, mais representatividade feminina, maior visibilidade à União e respeito a personalidade jurídica dos sindicatos associados à federação.

O sindicalista defende, no seu programa de acção, novas políticas de integração dos jovens nos movimentos sindicais, mais representatividade feminina, maior visibilidade à União e respeito a personalidade jurídica dos sindicatos associados à federação.
(DR)

No seu programa, Alberto Sebastião propõe trabalhar com todos os sindicatos filiados e criar espaços de debate, para analisar e receber contribuições que farão parte da elaboração do plano de trabalho coeso e consensual, para os próximos cinco anos.

O sindicalista pretende, caso vença o pleito eleitoral, previsto para o dia 28 deste mês, interagir mais com os demais sindicatos de Luanda, tal como tem acontecido com as federações sindicais do Huambo e Benguela, cuja actividade sindical daquelas províncias tem sido muito dinâmica e bem organizada.

“Acreditamos nos quadros da União dos Sindicatos de Luanda e nos seus sindicatos, por isso pretendemos que todos participem e revejam-se no meu programa”, argumentou. E acrescentou que o debate aberto vai permitir o crescimento da organização sindical, uma vez que todos os secretários-gerais dos sindicatos são membros do Conselho Provincial e do Secretariado Executivo.

“Vamos, primeiramente, visitar todos os secretariados e sedes dos sindicatos, para nos inteirarmos do funcionamento e não limitar a execução apenas com a ideia dos líderes”, informou. Para ele, a aposta no diálogo é forma mais certa de encontrar soluções dos problemas mais candentes que os associados atravessam.

Para tal, apontou, entre outros problemas, haver impedimento na realização da actividade sindical em determinadas empresas, bem como bloqueios na aplicação dos descontos no vencimento dos associados, para o fundo dos próprios sindicatos.

“São problemas que, somente com diálogo e concertação com o empregador, vamos conseguir dar solução”, disse. Nos primeiros seis meses, em caso de vitória, Alberto Sebastião tenciona melhorar as condições da sede da União dos Sindicatos de Luanda e manter uma relação de proximidade com os associados. Sindicalista Alberto Sebastião defende uma revisão da Lei Geral do Trabalho, por conter matérias que prejudicam os trabalhadores e dar brechas a despedimentos colectivos e à indemnização precária.

Ao defender a realização de debates para reduzir os despedimentos, o sindicalista propõe a alteração do horário para o exercício da actividade sindical na empresa e a participação mais efectiva do sindicato na defesa dos associados, quando estes respondem a processos disciplinares.

“Observamos que as indemnizações são muito ínfimas e o tempo para o trabalhador ser considerado efectivo foi alargado por excesso, até cinco anos”, indicou, avançando que algumas empresas despedem os trabalhadores antes dos cinco anos, para evitar uma indemnização alta.

Sindicalista há 22 anos, Alberto Sebastião promete trabalhar com as entidades patronais para que seja cumprido o depósito da segurança social.

“Iremos estreitar as relações com o Instituto Nacional de Segurança Social e vamos realizar palestras para elucidar os trabalhadores em matéria de legislação laboral”.

A União dos Sindicatos de Luanda conta com 17 sindicatos filiados. Na Assembleia-Geral prevista para este mês, o Sindicato dos Médicos vai ser integrado como o 18º associado.

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