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Portugal aproxima-se dos 500 mil casos e oito mil mortos, dez meses depois do início da pandemia

Desde o início da pandemia, os laboratórios e hospitais já realizaram um total de 5.956.940 testes de diagnóstico, um valor que nos próximos dias pode ultrapassar os seis milhões.

A 2 de março de 2020, a Direção-Geral da Saúde confirmou o primeiro caso de Covid-19 em Portugal. Dez meses e dez dias depois do início da pandemia no país, Portugal aproxima-se dos 500 mil casos de infeção pelo vírus.

À data do relatório epidemiológico divulgado esta segunda-feira pela entidade de saúde, o país contava com um total de 489.293 infeções, depois de dois dias em que Portugal superou os dez mil casos por dia. Também no número de mortes, Portugal conta com um total acumulado de 7.925, aproximando-se dos oito mil, sendo que nos últimos quatro dias o país verificou mais de 100 mortos diários.

Atualmente, Portugal soma 109.312 casos ativos de infeção pelo vírus que começou na cidade de Wuhan em dezembro de 2019, em parte devido aos números que têm sido apresentados nos últimos dias. Desde o início da pandemia, os laboratórios e hospitais já realizaram um total de 5.956.940 testes de diagnóstico, um valor que nos próximos dias pode ultrapassar os seis milhões.

Também a chegada da vacina contra o vírus tem marcado o panorama atual na saúde, com a Direção-Geral da Saúde a confirmar que já foram administrada 70 mil vacinas a profissionais de saúde, profissionais e utentes dos lares de idosos.

Os concelhos de Mourão, Mora, Vidigueira, Nisa, Viana do Alentejo, Tabuaço, Macedo de Cavaleiros, Figueiró dos Vinhos, Armamar, Marvão, Gavião, Montalegre, Alfândega da Fé, Ponte da Barca, Mangualde, Valpaços, Crato, Vimioso, Penamacor, Barcelos, Idanha-A-Nova, Peso da Régua, Mação e Oliveira do Hospital são que apresentam maior incidência cumulativa, segundo os dados divulgados pela DGS.

Devido aos números da última semana, onde Portugal atingiu valores recordes e refletiu os efeitos do relaxamento das medidas no período natalício, o Infarmed vai reunir-se esta terça-feira para apresentar algumas medidas que devem ser analisadas atentamente pelo Governo, de forma a diminuir a curva de novas infeções que se tem manifestado crescente. Além desta reunião, que irá ser seguida de forma atenta por todos os governantes e pelos partidos, o Presidente da República irá reunir-se com os partidos, à semelhança das reuniões que o primeiro-ministro António Costa teve na sexta-feira e sábado passado.

Na quarta-feira, o Parlamento irá debater o novo estado de emergência, prevendo-se que seja feita uma nova renovação e que Portugal entre no seu nono estado de emergência. Posteriormente à reunião com os partidos, à aprovação de um novo estado de emergência e à reunião do Infarmed, o Governo deverá apresentar as novas medidas para o confinamento generalizado.

Quais as previsões para o novo confinamento?

O Governo já revelou que o novo confinamento será semelhante ao que aconteceu nos meses de março e abril, onde a maioria dos portugueses foi enviado para casa e as empresas optaram pelo teletrabalho.

António Costa já afirmou por diversas vezes que uma das posições governamentais é manter as escolas em pleno confinamento, evitando prejudicar os alunos que frequentam o ensino em Portugal. “A posição mais consolidada por parte dos peritos não aponta para a necessidade de encerramento dos estabelecimentos escolares. A vontade do Governo é que a atividade escolar possa continuar a decorrer com normalidade”, disse o líder do Executivo ao dia de ontem.

O jornal “Público” adiantou no domingo que o novo confinamento deverá iniciar-se no próximo dia 15 de janeiro, o mesmo dia em que termina o atual estado de emergência que está em vigor, sendo que o líder do PAN, após a reunião com o primeiro-ministro, desvendou que este confinamento deverá ter a duração inicial de 15 dias, sendo posteriormente avaliada uma possível extensão.

Com as medidas mais restritivas aplicadas aos fins-de-semana, na semana passada o primeiro-ministro sustentou que as restrições podem ser adotadas durante toda a semana, como tem sido verificado em vários países europeus como o Reino Unido, França ou Alemanha.

Entre as medidas consideradas encontram-se o encerramento do comércio e um horário de recolher obrigatório mais apertado. O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, esclareceu este passado fim-de-semana que existe a possibilidade de encerrar o sector da restauração e do comércio não alimentar, com a restauração a optar pelo modelo e regime em take-away e de entregas ao domicílio, à semelhança do primeiro confinamento. Por sua vez, as farmácias e os supermercados deverão manter-se de portas abertas, tendo a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, garantido que os serviços essenciais se iriam manter abertos “para que nada falte aos portugueses”.

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FonteJE
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