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Cólera continua a matar em Cabo Delgado

Depois de Mocímboa da Praia, Macomia, Ibo, Metuge e cidade de Pemba, a epidemia chegou a Montepuez, onde eclodiu em Dezembro último. Além de matar foram detectados 11 doentes internados no Centro de Tratamento de Diarreias.

O facto foi confirmado pelo secretário de Estado da província, Armindo Ngunga, esta terça-feira, numa conferência de imprensa convocada para declarar o surto de cólera, depois de as autoridades de saúde terem reportado os mais de 200 casos de diarreias agudas.

“A vigilância laboratorial para determinar as causas da diarreia permitiu a confirmação de um caso positivo para o vibrião colérico, no dia 20 de Dezembro de 2020. No dia 2 de Janeiro de 2021, mais um caso positivo, o que satisfaz os critérios para a declaração de surto de cólera no distrito de Montepuez. Portanto, estamos com cólera em Montepuez”, afirmou Armindo Ngunga.

O governo de Cabo Delgado está preocupado com o alastramento da cólera para Montepuez, o quinto distrito da província afectado pela epidemia, que já matou mais de dezenas pessoas, desde que eclodiu em Dezembro de 2019.

“De Janeiro de 2020 até 05 de Janeiro de 2021, foram notificados, em toda província, 2.125 casos e 37 óbitos, o que representa uma letalidade de 1.7 por cento, contra 282 casos” e nenhum óbitos, “em igual período de 2019. Portanto, houve um aumento de casos em mais de 100 por cento”, alertou a fonte.

Uma das principais causas que dificulta o combate à cólera, segundo análise de Ngunga, é a “movimentação intensa de pessoas, mas isso não quer dizer que os deslocados sejam os focos de contaminação, porque se formos a ver, Ancuabe também já registou casos de cólera”, mesmo sendo “uma zona em que não há ataques terroristas”.

Houve primeiros relatos de cólera na Ilha do Ibo, tendo-se espalhado a para a cidade de Pemba e o distrito de Metuge. Mais tarde, a epidemia passou para Macomia e Mocímboa da Praia, os dois pontos onde actualmente não há estatísticas exactas e muito menos se conhece a realidade situação da doença. O mais agravante é que parte da população não tem acesso aos cuidados médicos devido aos ataques terrorismo.

Além de grave, a situação é considerada “estranha” uma vez que o aumento de casos e prolongamento da epidemia, por mais de um ano, acontecem numa altura em que se esperava que Cabo Delgado estivesse livre da epidemia, depois da realização de duas campanhas de vacinação. Estima-se que mais de 10 mil pessoas foram abrangidas e tomaram duas doses do medicamento para se manter imune à doença, por um período de cerca de dois anos, segundo o Ministério da Saúde.

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