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São Tomé e Príncipe recorda o Rei Amador

Em São Tomé e Príncipe, diversas atividades oficiais marcaram o 4 de janeiro, dia do Rei Amador, nacionalista que desafiou o regime colonial português em 1595.

Rei Amador foi um escravo rebelde da colonia Portuguesa de São Tomé e Príncipe do final do seculo XVI que liderou a revolta de escravos, que ocorreu nas ilhas em 1595, provocando a destruição de cerca de 70 engenhos de açúcar em todo país.

Amador Vieira comandou três frentes de luta que culminaram com a conquista da cidade de São Tomé, tendo fundado o seu próprio reino, livre da dominação portuguesa.

Até hoje pouco se sabe sobre a vida de Amador.

Alguns documentos dizem que terá nascido em Angolares em São Tomé em 1550, mas o historiador Carlos Neves acredita que tenha chegado para parte continental de África.

“Nesta altura, eram frequentes as guerras entre as tribos africanas, e as que perdessem essas batalhas, os seus homens eram vendidos como escravos na costa Africana, e provavelmente foi desta forma que Amador Vieira veio parar à São Tomé”, disse Carlos Neves.

Nos poucos documentos que falam do Rei Amador Vieira e da revolta de escravos de 1595 na Ilha de São Tomé, consta que “após a conquista da cidade ele foi traído por um dos oficiais do seu exército e acabou preso, decapitado e o seu corpo esquartejado pela cidade”.

Com o passar de séculos, Rei Amador se tornou mito entre os cidadãos de São Tomé e Príncipe e um símbolo de libertação do domínio colonial. É uma figura emblemática da história do arquipélago.

Desde de 1976, quando o escudo português foi substituído pela nova moeda nacional, a dobra, as notas bancarias do país retratam a figura de Amador Vieira concebida pelo artista plástico São-tomense Protásio de Pina.

Treze anos após a transição democrática do país, o dia 4 de janeiro, uma das datas indicadas como a da sua morte, foi declarada pela Assembleia Nacional, como feriado nacional em homenagem ao nacionalista que desafiou o sistema colonial em 1595.

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FonteVoA
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