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FNLA tenta adaptar-se ao novo paradigma político

O primeiro secretário provincial da FNLA em Malanje, Luciano dos Santos, afirmou, quarta-feira, que o partido está a reorganizar-se, com base no “novo paradigma sociopolítico”

Ao discursar na cerimónia de encerramento do ano político da FNLA, Luciano dos Santos instou os militantes e quadros do partido a trabalharem com afinco para que, nos próximos tempos, o partido recupere o espaço que perdeu na arena política nacional.

Defendeu que se impõe o arregaçar das mangas, para elevar o partido a outros níveis que sejam compatíveis com a dimensão da sua história e combater a “condição humilhante que a FNLA vive”, desde a instauração do multipartidarismo no país.

“Da força política de referência que fomos na luta de libertação de Angola, passamos a um grupinho insignificante no Parlamento durante quatro legislaturas”, lamentou o político, citado pela Angop.

A representatividade da FNLA na Assembleia Nacional foi baixando de cinco deputados, em 1992, para três, dois e um nas eleições de 2008, 2012 e 2017, respectivamente, correndo o risco de não ter um deputado sequer em 2022 ou mesmo ser extinto.

Depois da eleição do novo secretário-geral da FNLA, Aguiar Laurindo, em Outubro do ano passado, membros da direcção do partido têm-se desdobrado no contacto aos militantes nas províncias, na tentativa de se dar nova vitalidade ao partido fundado por Holden Roberto.

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, apontou, quarta-feira, em Luanda, o ano de 2021 como determinante para o futuro do partido.

“Ou vamos fracassar ou vamos vencer”, admitiu o político, numa implícita assumpção de que, caso não haja um trabalho de fundo, o então movimento de libertação nacional corre o risco de extinção nas próximas eleições gerais.

Lucas Ngonda, que falava na cerimónia de cumprimentos de fim de ano de dirigentes e militantes da FNLA, apelou aos dirigentes e quadros da FNLA no sentido de trabalharem para o êxito nos próximos compromissos eleitorais. “Se tivermos uma boa consciência, estas eleições (as autárquicas e as gerais de 2022) devem encontrar-nos em melhores condições de organização e de luta”, exortou.

Tudo isso, disse, depende da consciência e responsabilidade dos dirigentes e quadros do partido e não de milagres de quem quer que seja. “O único milagre é trabalharmos para enfrentarmos os adversários”, afirmou Lucas Ngonda, para quem “a vitória da FNLA está nos seus dirigentes e militantes porque são eles que devem mobilizar o povo”.

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