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Moçambique em alerta vermelho na mira da tempestade tropical severa Chalane

A tempestade tropical severa Chalane já entrou no canal de Moçambique e de acordo o Instituto Nacional de Meteorologia os seus efeitos poderão fazer-se sentir já a partir da madrugada desta quarta-feira, 30 de dezembro, na província de Sofala, no centro do país.

Quase dois anos depois dos avassaladores ciclones Idai e Kenneth em março e abril de 2019, a tempestade tropical severa Chalane que afectou nos últimos dois dias a ilha de Madagáscar com ventos fortes, precipitações intensas e trovoadas, entrou ontem no Canal de Moçambique e o seu epicentro às 8 horas da manhã desta terça-feira, 29 de dezembro, encontrava-se a 520 kms da cidade da Beira, capital da província de Sofala.

Chalane deverá atingir a costa de Moçambique, na madrugada desta quarta-feira, 30 de dezembro, devendo começar por fustigar as províncias de Sofala, Zambézia, mas também Manica e Nampula, colocando em risco de vida mais de 4 milhões de pessoas, bem como 6 000 escolas e 550 unidades hospitalares.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades – INGC – alertou a população para o perigo desta tempestade e o Presidente, Filipe Nyusi, pediu às populações para abandonarem as áreas mais vulneráveis a inundações e todas as “zonas de risco”.

De acordo o Instituto Nacional de Meteorologia os efeitos poderão fazer se sentir já a partir da madrugada desta quarta-feira na província de Sofala, no centro do país e prevê se que a cidade da Beira, enfrente em menos de 24 horas.

Acácio Tembe, técnico do Instituto Nacional de Meteorologia alerta para o perigo:

“…é preciso salientar que esses sistemas, que têm ventos mais fracos, traz muita quantidade de precipitação. Então, podemos ter uma situação de muita chuva, ventos relativamente mais fracos mas com muita chuva, mas também não descuramos, porque são ventos destrutivos. Estamos a falar de rajadas de 120, 130 kms por hora”.

Face às previsões, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades anunciou a reactivação de todos os comités de emergência de calamidades sobretudo em Sofala, Manica, Zambézia e parte do sul de Moçambique, províncias que poderão ser fustigadas pelo fenómeno.

Previsões percurso em Moçambique de Chalane

A tempestade tropical severa Chalane, continua a deslocar-se em direcção à costa da província de Sofala, onde se prevê o seu epicentro com ventos de 90 Km/h e rajadas até 130 Km/h e deveria atingir os distritos de Muanza e Buzi, muito próximo de Dondo e cidade da Beira, na madrugada do dia 30 de dezembro de 2020.

O epicentro passará pelo distrito de Nhamatanda e na tarde de 30 de dezembro, atingirá a província de Manica, a partir do distrito de Gondola, afectando posteriormente os distritos de Macate e Sussudenga, antes de entrar no Zimbabué na madrugada do dia 31 de dezembro de 2020.

Em março de 2019 o ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique, provocando 604 mortos e mais de 1,8 milhões de pessoas afectadas.

A cidade da Beira, uma das principais do país, foi severamente afectada, estando ainda em processo de recuperação dos estragos provocados pelo Idai, pelo que além das medidas recomendadas à população, a autarquia da Beira accionou comités de riscos de calamidades e criou espaços de abrigo seguros.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Sofala prevê que, no pior cenário, a tempestade tropical afecte cerca de 71.070 pessoas, das quais 23.230 na cidade da Beira.

Entre os meses de outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Oceano Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas que afectam quase sempre alguns pontos do sul do país.

Além do Idai em março, em abril, o norte de Moçambique foi afectado pelo ciclone Kenneth, que matou 45 pessoas e afectou cerca de 250 mil.

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FonteRFI
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