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Teerão afirma estar pronto em caso de ataque militar

O Irão garantiu, ontem, que tem uma resposta pronta para qualquer cenário, incluindo uma intervenção militar, avançada por Washington no fim do mandato do Presidente Donald Trump, depois de saber que um submarino nuclear está a caminho do país.

“Estamos preparados para qualquer cenário, pensámos em todas as possibilidades e temos uma resposta para cada situação”, afirmou o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Said Khatibzadeh, citado pela agência de notícias iraniana local ISNA.

O porta-voz exortou a Administração cessante dos Estados Unidos a “abster-se de criar tensões nos seus últimos dias na Casa Branca” e garantiu que “qualquer passo em falso deixará um legado pior para a região”.

“Queremos deixar claro e lembrar os Estados Unidos que são responsáveis pelas consequências de qualquer conspiração ou acto malicioso” na região, acrescentou, referindo que Teerão pediu que “o actual regime norte-americano não embarque numa nova aventura nos seus últimos dias”.

As declarações surgem uma semana depois de a Marinha dos Estados Unidos ter anunciado que um submarino nuclear passou pelo Estreito de Ormuz, numa nova demonstração de força dirigida contra o Irão.

A imprensa israelita também noticiou que um submarino cruzou o canal de Suez a caminho do Golfo, informação que o Estado hebreu não comentou.

“Todos sabem o que o Golfo Pérsico significa para o Irão” e “conhecem as políticas (de Teerão) no campo da segurança e defesa nacional”, disse o porta-voz iraniano em conferência de imprensa online.

“Todos sabem muito bem como é alto o risco de cruzar as linhas vermelhas do Irão”, acrescentou o dirigente.

O porta-voz sublinhou esperar que “as pessoas racionais em Washington sejam capazes de controlar as tensões” até 20 de Janeiro, dia em que o Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, toma posse.

O Irão irá assinalar em 3 de Janeiro, nos últimos dias do mandato de Trump, o aniversário do assassínio do comandante dos Guardiões da Revolução Iraniana, Qasem Soleimani, pelos Estados Unidos, em frente ao aeroporto internacional de Bagdad.

Poucos dias depois do ataque que matou Soleimani, em 8 de Janeiro, o Irão atacou uma base militar norte-americana no Iraque com mísseis, e os Guardiões da Revolução Iraniana garantiram que o ataque era apenas a primeira etapa da “dura vingança” pelo assassínio de seu comandante.

No início deste mês, um reconhecido cientista nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh, foi assassinado, tendo o Irão responsabilizado os EUA e Israel pelo incidente.
Poucas semanas depois, em 20 de Dezembro, a Zona Verde de Bagdad foi atacada com oito foguetes Katyusha, causando danos à Embaixada dos Estados Unidos, que acusaram o Irão de ser responsável pelo ataque.

O Irão e os Estados Unidos estiveram à beira da guerra duas vezes desde Junho de 2019 – especialmente após a eliminação de Soleimani – com uma escalada da tensão no Golfo e a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo internacional de Viena sobre o programa nuclear iraniano, decidida por Trump em 2018.

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