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UNITA avalia soluções tecnológicas anti-fraude eleitoral

A UNITA, agora encabeçada por Adalberto Costa Júnior (ACJ), está a preparar um plano de acção destinado a criar obstáculos de natureza técnica e política à fraude eleitoral que, na sua avaliação, o MPLA está a organizar como “única forma” de vencer os actos eleitorais que se avizinham – eleições autárquicas, ainda sem data; eleições gerais, previstas para 2022.

Na perspectiva da UNITA, a desvalorização económica e política por que Angola tem passado em consequência da crise da queda do preço do petróleo, conduziu a uma redução substancial da capacidade de pressão e influência de que o MPLA gozava como elemento que lhe permitia contar com complacências regionais e internacionais para as suas políticas.

Nos últimos meses, têm vindo a ser assinaladas (AM 1277) decisões políticas e “covert actions” de Segurança geralmente interpretadas como destinando-se a ofuscar a ideia de que a UNITA, por via da popularidade do seu actual líder, se converteu num elemento aglutinador do descontentamento e da fadiga em relação ao regime, presentes em diferentes sectores da sociedade.

São associadas a esse fim “medidas activas” como o aparecimento de dois novos partidos, o Partido Humanista de Angola e o Njango, liderados respectivamente por Dinho Chingunji e Bela Malaquias, ambos dissidentes da UNITA. O propósito deduzido da iniciativa, que é o de apresentar o campo da UNITA como dividido, é considerado articulado com esforços em curso no sentido de aviltar a reputação de ACJ.

De acordo com informações verificadas, teve origem em intercepções de comunicações de telefones usados por ACJ a difusão de informações falsas acerca de uma pretensa viagem do mesmo à Guiné-Bissau publicadas nas redes sociais por um antigo jornalista, Carlos Alberto, também apontado como agente do SINSE. É o autor de uma “campanha de difamação” pública de ACJ, conduzida nas redes sociais.

Umaro Sissoco Embaló (USE), PR da Guiné-Bissau, mantém habitualmente contactos telefónicos com ACJ, iniciados por sua própria iniciativa. As referidas “fake news” são consideradas fruto do aproveitamento de passagens de conversas entre ambos nas quais USE manifesta a ACJ o “prazer” de o receber em Bissau.

Uma viagem recentemente efectuada por ACJ a Portugal viria, assim, a ser estendida a Bissau, de acordo com as referidas informações falsas difundidas.

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