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Projecto CAJ: O porto seguro de jovens que precisam de orientação e ajuda

Isabel Amílcar ou simplesmente Benvinda, sonha em poder “dar vida a sua voz”, fazendo o que mais gosta: cantar

Benvinda, como é conhecida pelas pessoas mais próximas, é uma jovem de 18 anos, que viu o rumo da sua vida mudar a partir do momento que teve contacto com o programa de empoderamento de meninas desenvolvido pela UNFPA e ministrado pelo Centro de Apoio aos Jovens no bairro da Cuca, distrito do Hoji-Ya-Henda, no município do Cazenga, onde é residente.

Não fosse o programa desenvolvido pelo UNFPA, Benvinda faria parte das estatísticas dos casos de suicídio cometidos na adolescência, confessou. Apesar de pouca idade, carrega um histórico de vida perturbado por ter enfrentado, desde muito cedo, problemas no seio da família e, com apenas 12 anos de idade, Benvinda chegou a pensar em pôr fim a vida. A partir de relatos de pessoas amigas no bairro onde vive, Benvinda tomou conhecimento, pela primeira vez, do programa de empoderamento desenvolvido pelo UNFPA, durante algumas conversas que ia tendo com pessoas que já frequentavam as palestras no município do Cazenga.

No começo não chegou a demostrar interesse, mas teve o primeiro contacto e, desde então, nunca mais parou, viu a vida desenvolver-lhe o sorriso e a vontade de acreditar num amanhã melhor e ter a oportunidade de fazer diferente.

Desde Novembro de 2018, a Embaixada dos Países Baixos iniciou o apoio ao projecto Participação, Empoderamento e Liderança de Meninas, desenvolvido pelo Centro de Apoio ao Jovem (CAJ), com a assistência técnica do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o acompanhamento do Ministério da Juventude e Deportos (MINJUD).

O projecto tinha como objectivo atingir 7.500 meninas de 10 a 24 anos, em três municípios de Luanda, para que exercessem a participação social, identificassem e adquirissem habilidades para superar situações de desigualdade de género. Além disso, a proposta incluía promover a auto- estima das beneficiárias de forma a se sentirem capazes de concretizar os seus sonhos e de contribuir para o desenvolvimento económico e social do país.

A metodologia para o desenvolvimento do projecto consistiu no acompanhamento das meninas por 10 jovens mentoras, mediante a realização de sessões de mobilização que aconteceram nas comunidades, escolas e igrejas que disponibilizaram espaços seguros para as reuniões. Os conteúdos dos temas discutidos nessas sessões foram cuidadosamente selecionados para responder às necessidades das meninas de diferentes grupos etários (10 a 14, 15 a 19 e 20 a 24 anos) e voltados para a promoção da sua saúde, com especial enfoque na higiene durante a menstruação, prevenção das ITS e VIH/SIDA e da gravidez precoce, além de abordar as questões da igualdade e equidade de género. O projeto tem sido desenvolvido com muito sucesso e agora atinge mais de 11.000 raparigas, com mais 5 mentoras, incluindo trabalho em municípios de risco, como Cazenga, Viana e Kilamba Kiaxi.

Hoje, Isabel aplica na prática o que aprendeu no programa, desenvolveu o seu primeiro negócio e afirma estar cada vez mais perto de concretizar o sonho e a vontade de poder cantar, reserva os tempos livres para compor as suas músicas e poder passar o testemunho dos efeitos de ter tido a possibilidade de participar das actividades desenvolvidas pelo UNFPA através do CAJ (Centro de Apoio aos Jovens). O projeto pretende agora reforçar a componente de empreendedorismo, especialmente junto às adolescentes trabalhadoras de sexo, com vista a oferecer-lhes oportunidades de trabalho mais protetoras da saúde e seguras.

Isabel Amílcar ou Benvinda, como ela prefere ser chamada, manifesta o desejo de ver um mundo melhor, um mundo onde a mulher deve ser respeitada e aceite como é.

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