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Defesa territorial é de responsabilidade “dos moçambicanos”, diz ministro

O ministro da Defesa nega que Moçambique tenha recebido apoio militar da África do Sul, como noticiado recentemente. Jaime Neto sublinha ainda que defesa da integridade territorial do país cabe aos moçambicanos.

O ministro da Defesa de Moçambique, Jaime Neto, afirmou que a responsabilidade da defesa da integridade do território é dos moçambicanos e negou que o país tenha recebido apoio militar terrestre e aéreo sul-africano no combate ao terrorismo.

“A ajuda pode ser em meios, em informações, na área de inteligência e outras áreas militares”, declarou Jaime Neto esta quarta-feira (16.12) à margem da sessão de informação sobre o estado da Nação do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, no Parlamento.

“Desde que não retire a comparticipação dos moçambicanos lá no campo de batalha, porque a responsabilidade de defesa da integridade do território nacional é nossa, é dos moçambicanos”, acrescentou.

O ministro da Defesa desmentiu que Moçambique tenha recebido apoio militar terrestre e aéreo sul-africano.

Entretanto, avançou que há negociações com o Governo da África do Sul no âmbito da cooperação que os dois países possuem no domínio da Defesa.

“Nós estamos abertos e estamos a trabalhar com a África do Sul no âmbito da cooperação na defesa que os dois países têm”, declarou.

Apoio militar terreste e aéreo
Em 10 de dezembro, a Africa Intelligence noticiou que Filipe Nyusi ordenou a contratação das empresas sul-africanas de defesa Paramount e Dyck Advisory Group para fornecer apoio militar terrestre e aéreo no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado

Referiu a mesma fonte que as duas empresas sul-africanas vão reforçar “substancialmente” a capacidade militar das Forças Armadas de Moçambique (FADM) e da Polícia da República de Moçambique (PRM) no âmbito de contratos negociados “pessoalmente” com o chefe de Estado moçambicano.

A violência armada em Cabo Delgado começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 571 mil pessoas deslocadas. Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.

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