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Caso GRECIMA: Manuel Rebelais admite que adquiriu divisas para interesses pessoais e diz que pagava a líderes de opinião para ‘lavar’ imagem de Angola

O antigo director do extinto Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA), Manuel Rabelais, disse esta segunda-feira, 14, no segundo dia de interrogatório, no Tribunal Supremo (TS), que ele e o seu assessor, Hilário Santos, e muitas outras pessoas do Governo, adquiriram divisas para interesses pessoais na instituição em que era responsável, mas nega ter transformado aquele gabinete numa instituição bancária.

“Eu e o senhor Hilário Santos adquirimos através desse mecanismo de venda directa de divisas, quer para interesses pessoais, nossos, e de pessoas do Governo que nos procuravam, divisas no GRECIMA”, disse Manuel Rabelais durante o seu interrogatório.

O antigo ministro da Comunicação Social e ex-director-geral da Rádio Nacional de Angola, que começou a ser julgado no dia 09, disse que o GRECIMA não era uma instituição financeira, esclarecendo que a instituição teve a necessidade de obter contra-valores que não tinham dotação no OGE para o efeito, e que isso era prática de muitos outros órgãos ministeriais na altura.

Questionado se os contactos com Banco Nacional de Angola (BNA) eram feitos de forma escrita ou verbal, o também ex-narrador desportivo da RNA disse ter sido apenas uma vez verbalmente e todas as outras por escrito, dirigidas ao então governador do banco central, Valter Filipe.

Perguntado se o réu Hilário Santos, na qualidade de intermediário da instituição tinha direito a comissões junto dos compradores, Manuel Rabelais disse não saber. Questionado se davam a conhecer ao BNA sobre as vendas dos valores disponibilizados, o antigo director-geral do GRECIMA respondeu que não, mas argumentou que a instituição alocava os valores em função da disponibilidade que o BNA tinha.

Interrogado se o GRECIMA dava a conhecer ao então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, os valores disponibilizados pelo BNA, Manuel Rabelais respondeu que deram a conhecer, mas de forma verbal. Questionado pelo Juiz presidente da causa porque é que não davam a conhecer ao BNA, Manuel Rabelais disse não haver necessidade, pois o GRECIMA pagava os contra-valores ao BNA.

Manuel Rabelais negou ter solicitado ao BNA mais de 98 milhões de euros (mais de 18 mil milhões de kwanzas), como assegura o Ministério Público na acusação, mas também não precisou realmente os valores que terá solicitado, tendo dito apenas que não são superiores a 30 milhões de euros. Interrogado sobre o porquê de ter dado o valor de 41 mil euros do GRECIMA ao réu Hilário Santos,respondeu que era por questões humanitárias, pois o mesmo precisava de se deslocar para o exterior do País de modo a realizar tratamento médico, após ter sofrido sete tiros num atentado em Luanda.

GRECIMA pagava líderes de opinião nacionais e internacionais para falar bem de Angola
Manuel Rebelais, de 67 anos, que está a ser julgado pelos crimes de peculato, branqueamento de capitais e violação das normas de execução orçamental, relativos ao período entre 2016 a 2017, disse aos juízes do Tribunal Supremo que o extinto Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA) que pagava a líderes de opinião nacionais e estrangeiros para falarem bem de Angola no exterior.

Manuel Rebelais não revelou os nomes nem os montantes pagos por considerar o assunto segredo de Estado, mesmo quando questionado pelo juiz presidente da causa, Daniel Modesto.

O réu Manuel Rabelais afirmou que o GRECIMA supervisionava os órgãos de comunicação social como as Edições de Novembro, a Angop, a TPA, a Rádio Nacional de Angola e a TV Zimbo, assegurando que o GRECIMA dependia apenas do Chefe de Estado e dele próprio como director e que a implementação de algumas acções era feita em coordenação com a então Casa Militar do Presidente da República. O GRECIMA, disse o réu, “tinha como motivação principal a melhoria, defesa e promoção da imagem de Angola dentro e fora do País.

 

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