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Alassane Ouattara lança apelo à coesão

O Presidente da Côte d’Ivoire, Alassane Ouattara, apelou, ontem, à unidade e à coesão dos ivoirienses para a construção do país. Ouattara fez o apelo durante uma cerimónia restrita de investidura no Palácio Presidencial, que contou com a presença de 13 Chefes de Estado e de Governo africanos, entre os quais o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, em representação do Chefe de Estado angolano, João Lourenço.

Entre os 13 Chefes de Estado africanos presentes, estavam o nigerino Mahamadou Issoufou, o togolês Faure Gnassingbé, o ghanês Nana Akufo-Addo, o bissau-guineense Umaro Sissoco Embaló e o burkinabe Roch Marc Christian Kaboré.

A França marcou presença com o chefe da diplomacia, Jean-Yves Le Drian, e o ex-Presidente Nicolas Sarkozy.

No discurso para o país, o Presidente da Côte d’Ivoire prometeu dar prioridade à educação e à formação profissional. Ouattara afirmou que os projectos ligados à agricultura familiar, dirigidos pela franco-ivoiriense Dominique Ouattara, a Primeira-Dama, têm tirado milhares de ivoirienses da pobreza. “Estes projectos vão continuar a ser implementados”, assegurou.

Voltando à controvérsia em torno da sua reeleição e à violência que marcou o dia da votação, a 31 de Outubro, Alassane Ouattara anunciou a criação, nos próximos dias, de um “Ministério da Reconciliação Nacional”, mas não deixou de recordar que os “actos intoleráveis” ocorridos durante o escrutínio “não devem ficar impunes”.

Ao evocar a agenda política dos próximos meses, o Chefe de Estado ivoiriense mencionou as eleições legislativas previstas para o primeiro trimestre de 2021, apelando a todos os partidos políticos a retomar as discussões para a organização do acto.

“Convido todos os partidos políticos a aproveitar esta nova oportunidade que se oferece a todos, para se alcançar um alívio das tensões políticas”, declarou Alassane Ouattara.

Os jornalistas acompanharam a cerimónia através de uma tela gigante. A cerimónia não teve a entoação do Hino Nacional ivoiriense.

O juiz-presidente do Conselho Constitucional, Mamadou Koné, evocou, também, a polémica à volta da legalidade da candidatura de Alassane Ouattara, lamentando que “este debate tenha saído do seu quadro normal, o Direito, para se transformar num debate político em que cada um fez a sua interpretação”.

Mamadou Koné vincou que “quando o Conselho Constitucional declara que um candidato é elegível, é porque é elegível. E quando o Conselho Constitucional declara que um candidato é eleito, é porque a sua eleição é válida”.

Koné reafirmou que os pressupostos constitucionais e legais estavam reunidos e, por isso, conferiu posse ao Chefe de Estado ivoiriense.

Depois da investidura, Ouattara recebeu, numa cerimónia restrita, os Chefes de Estado e de Governo presentes, entre os quais o Vice-Presidente Bornito de Sousa, em representação do Chefe de Estado angolano.

Momentos depois da investidura de Alassane Ouattara, o Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, deixou Abidjan com destino a Conacri, onde vai representar hoje o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, na cerimónia de investidura do também Presidente reeleito da Guiné-Conacri, Alpha Condé.

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