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Joana Lina apela aos jovens à disciplina patriótica

A governadora provincial de Luanda, Joana Lina, exortou, ontem, em Luanda, a juventude a pautar-se por uma disciplina patriótica, respeito aos símbolos nacionais e a reflectir sobre os valores da Independência.

Joana Lina fez este apelo quando discursava na cerimónia de abertura do primeiro encontro de trabalho entre o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), organizações internacionais e membros do corpo diplomático acreditados em Angola, um dia depois de uma manifestação, em que alguns jovens vandalizaram a estátua do primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, no Largo da Independência.

A governante disse esperar da juventude um papel consciente, activo e participativo, como acontece em qualquer parte do mundo. A relação entre as autoridades e a juventude, defendeu, deve passar pelo entendimento, tolerância, respeito mútuo e responsabilidade, contribuindo, ambos, para o desenvolvimento sustentável.

Repúdio do MPLA

O Bureau Político do MPLA condena, numa “nota de repúdio”, os actos de “vandalismo e ultraje praticados no dia 10 de Dezembro, no Largo da Independência, em Luanda, por jovens, à estátua do Fundador da Nação e Primeiro Presidente da República de Angola, Dr. António Agostinho Neto, de quem a dimensão humanista e intelectual é reconhecida e respeitada nacional e internacionalmente”.

Na nota, o MPLA realça que Agostinho Neto “é a referência maior do moderno nacionalismo angolano e do movimento de libertação nacional e marco incontornável da nossa caminhada rumo à construção de uma Angola independente, unida, desenvolvida, democrática e inclusiva”.

O alargamento expressivo dos espaços de liberdade de expressão de opinião e de manifestação política promovido pelo Executivo, liderado pelo Camarada Presidente João Lourenço, diz ainda o documento, não pode servir para acobertar actos que desrespeitam os símbolos nacionais e põem em causa a estabilidade política e a reconciliação entre os angolanos.

O Bureau Político do Comité Central do MPLA “alerta os organizadores e instigadores desse tipo de atitudes e comportamentos anti-sociais para as consequências dos seus actos nos marcos consagrados na Constituição e na lei”.

O MPLA insta, ainda, “as autoridades a tomarem as devidas medidas no sentido da responsabilização criminal dos autores dos actos vexatórios à figura do Herói Nacional, exortando a juventude angolana a não se deixar instrumentalizar pelos inimigos da paz, da reconciliação e da unidade nacional”.

Por fim, recomenda aos jovens que, “mesmo no exercício do seu direito livre e soberano de manifestação, a pautarem-se por uma cidadania responsável, assente no respeito à diferença e tolerância política”. “O MPLA convida as forças vivas da sociedade a juntos trabalharmos na edificação de uma Angola desenvolvida, democrática e inclusiva”.

Inclusão de jovens

O embaixador Carlos Sardinha, que representou, no encontro de ontem, o ministro Téte António, informou que, no âmbito da inserção de quadros nas organizações internacionais, o Ministério das Relações Exteriores pretende promover a inclusão de jovens.

Neste particular, disse estar em curso a criação de uma área de apoio aos concursos internacionais, cujo objectivo é conhecer os procedimentos, informações e dinâmicas de participação. O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Kalunga, afirmou que a participação da juventude no desenvolvimento do país e nas políticas internacionais sempre foi preocupação do Executivo.

Segundo o líder do CNJ, as preocupações da juventude estão, também, alinhadas aos programas internacionais, mas defendeu o estreitar das relações, para que Angola não fique distante dos programas feitos no exterior. Ao referir-se implicitamente às manifestações que se registam, sobretudo em Luanda, Isaías Kalunga disse que a organização que dirige está preocupada com os “últimos acontecimentos políticos”, sobretudo como os mesmos estão a ser reportados no exterior.

Nos últimos dias, jovens têm realizado manifestações para exigir a realização de eleições autárquicas, a criação de postos de empregos e a redução do custo de vida da população. O líder do CNJ assegurou o fortalecimento das relações com organizações internacionais para a criação de condições com vista o aumento do investimento público e privado, bem como a prestação de serviços que garantam mais postos de trabalho.

Isaías Kalunga disse ser necessário mobilizar a juventude para os grandes desafios que o país tem pela frente, bem como o cumprimento da agenda da ONU 2020/2030 e os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável.

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FonteJA
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