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Sem mencionar vacina, Bolsonaro pede que cidades não fechem comércio e volta a defender cloroquina

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) utilizou parte de sua transmissão semanal nas redes sociais nesta quinta-feira (10) para falar sobre a pandemia do coronavírus. Bolsonaro, no entanto, não comentou sobre a recente alta de casos de Covid-19 no país e nem sobre o impasse sobre o início da campanha de vacinação nacional.

Quando citou a pandemia, o presidente se concentrou no pedido para que estados e cidades não voltem a fechar o comércio no fim do ano e na sua defesa do uso da hidroxicloroquina – dois pontos que Bolsonaro argumenta a favor desde o início da crise do coronavírus.

Nesta quinta, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em entrevista à CNN Brasil que a campanha poderia começar ainda em dezembro no país com a vacina da Pfizer/Biontech – que, no entanto, ainda não tem contrato assinado para fornecer o medicamento ao Brasil. Segundo o presidente da Pfizer Brasil, Carlos Murillo, não há mais possibilidade de o país receber essas doses antes de janeiro.

Nos dias anteriores, o próprio Ministério da Saúde previu que a campanha nacional de vacinação começasse apenas em março – depois, Pazuello disse que a previsão seria o final de fevereiro.

Sobre a vacina, Bolsonaro disse apenas que publicaria em suas redes sociais um vídeo de uma “jornalista da Globo” afirmando que o governo federal defendia que a vacina seria obrigatória – o presidente sempre declarou que seria contrário à obrigatoriedade da vacina. “Isso não foi um lapso, porque é todo dia assim”, criticou Bolsonaro, sem comentar sobre o possível início da vacinação nacional.

No início da live, ele pediu que governadores e prefeitos “não tomem medidas que prejudiquem o comércio”, citando, em seguida, sua defesa da hidroxicloroquina – medicamento que não tem comprovação científica no tratamento da covid-19.

“Não adianta começar a fechar tudo de novo”, disse ele, afirmando que um lockdown mais rígido acarreta “mais mortes” – sem apresentar evidências. “O tratamento precoce é o ideal. Sentiu sintoma, vai no médico. Vem alguns dizerem que [a hidroxicloroquina] não tem comprovação Eu sei, mané”, criticou.

Ele novamente afirmou que a cloroquina foi utilizada por médicos em países da África subsaariana para combater a malária, para a qual ela é indicada, e isso supostamente ajudou a conter a covid-19 na região.

“Precisa ser muito inteligente para começar a entender que, com mais gente acontecendo a mesma coisa, a hidroxicloroquina servia para malária e também pra covid? Mais estudos, que ainda não publicados em revista cientifica, apontam que têm dado certo”, disse, sem esclarecer quais estudos seriam esses.

Secretário chama MST de “organização criminosa” que promove “terrorismo no campo”
A live desta quinta teve a presença também de Geraldo Melo Filho, presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), e de Nabhan Garcia, secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura.

Os dois reforçaram o discurso de Bolsonaro de defesa de seu projeto de regularização fundiária – uma MP enviada sobre o tema pelo Planalto meses atrás acabou caducando depois de não ser apreciada pelo Congresso.

Na live, Nabhan Garcia – que foi líder da UDR (União Democrática Ruralista), entidade que defende os direitos dos agricultores à propriedade rural e é historicamente contrária à reforma agrária – atacou grupos como o MST (Movimento Sem-Terra), classificando-o como “organização criminosa”.

“Esse governo não negocia com quem invade e desapropria. Não se invade propriedade. Propriedade, como o senhor [Bolsonaro] diz, é coisa sagrada. No nosso governo, acabaram as invasões e o repasse de dinheiro para MST, Via Campesina, essas organizações criminosas. Quem promove invasão de propriedade e terrorismo no campo são foras de lei. E seu governo, nosso governo, não negocia e não dialoga com fora da lei”, atacou Garcia.

Bolsonaro, na sequência, criticou os governos anteriores que repassavam recursos a entidades vinculadas à reforma agrária e comparou o corte de recursos a entidades que defendia a reforma agrária como uma “quimioterapia”.

“O próprio governo estimulava invasões de terra. Cortei. No bolo, alguns reclamam, tem boas entidades. Lamento. É igual quimioterapia, tem célula boa atingida. Mas, para salvar o corpo, você tem que fazer a quimioterapia. Nós fizemos a quimioterapia aqui no Brasil na questão do MST. Está lá em baixo o MST, mas tão loucos para voltar”, criticou.

Bolsonaro nega ter demitido ministro por negociação com a Câmara

Na live, Bolsonaro comentou a demissão de Marcelo Álvaro Antônio do cargo de ministro do Turismo e negou que a saída dele, que também é deputado federal (PSL-MG), tenha ocorrido por negociações com o “centrão” na Câmara dos Deputados.

Segundo ele, “houve um problema” no Ministério do Turismo, que agora será comandado por Gilson Machado – até então, presidente da Embratur. “Houve excesso, está resolvido. Exoneramos o ministro, que continua amigo nosso. O que puder ajudá-lo, ajudaremos. Obviamente, essa ajuda tem a contrapartida de ele nos ajudar também em cima do conhecimento que ele tem”, declarou o presidente.

Ele criticou matérias veiculadas na imprensa. “Disseram que eu estaria entregando o ministério em troca de apoio. O Gilson faz um trabalho brilhante na Embratur, não teve nada de negociação”, afirmou.

Presente na live, Machado afirmou que o movimento de turistas em 2020 aumentou 30% em relação a 2019 e disse que o setor “está se recuperando”.

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