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Médico aconselha pessoas do grupo de risco a reforçarem as medidas de biossegurança

Angola estão associadas à falta de especialistas formados na área, bem como à carência de meios de diagnóstico, de tratamento e cirúrgicos.

O cardiologista Mbele Bernardo aconselha as pessoas do grupo de risco, principalmente as que padecem de doenças cardiovasculares, a reforçarem as medidas de prevenção contra a Covid-19, como uso da máscara de forma correcta, lavagem frequente das mãos com água e sabão ou desinfectá-las com álcool gel, evitar aglomerações, sair de casa apenas quando necessário.

Sublinhou que os cidadãos devem tomar consciência de que a doença realmente existe e que a facilidade de contágio é muito alta, “por isso, devem procurar desenvolver a cultura médica, para obterem mais informações acerca da doença para melhor prevenção”.

O cardiologista considera que as mortes por doenças cardiovasculares em Angola estão associadas à falta de especialistas formados na área, bem como à carência de meios de diagnóstico, de tratamento e cirúrgicos.

Em declarações ao Jornal de Angola, a propósito das mortes por doenças cardiovasculares associadas à pandemia da Covid-19, Mbele Bernardo explicou que a infecção respiratória aguda causada pelo vírus SARS-CoV2 afecta mais o sistema respiratório, mas dados actuais têm demonstrado uma série de complicações cardiovasculares, associada à elevação de libertadores de marcadores pró-inflamatórios, que tem um papel determinante na fisiopatogia da lesão aguda cardíaca. Referiu que as demais enfermidades virais aumentam a demanda metabólica em pacientes com reservas cardíacas reduzidas por enfermidade cardiovascular crónica que agrava agudamente nesses pacientes.

O cardiologista precisou que “a probabilidade de pacientes falecerem com afecções cardiovasculares é alta, visto que já têm reservas cardíacas reduzidas e a qualquer momento podem fazer um quadro de insuficiência cardíaca aguda ou outra complicação cardiovascular que pode levá-lo à morte”.

Mbele Bernardo explicou que uma das complicações cardiovasculares mais frequentes são lesões cardíacas agudas, que têm uma prevalência de 8 a 12 por cento, seguindo-se a disfunção do ventrículo esquerdo em 8.7 por cento, assim como diversos tipos de arritmias (7,2 por cento), sendo as mais frequentes as que cursam com frequência cardíaca rápida.

Acrescentou que para reduzir o índice de mortalidade por doenças cardiovascular é necessário que sejam revistos os protocolos de tratamento da Covid-19, para que se aumente também o número de pacientes recuperados.

Referiu que em Cuba, país em que se formou, está a fazer um estudo com uma nova terapia denominada “Lázaro, levanta-te e anda”, numa analogia a um dos milagres de Jesus relatados na Bíblia.

O médico sublinhou que a terapia tem dado resultados na recuperação de pacientes, nas primeiras 24 horas.
“Consiste em transfundir o plasma do paciente recuperado da Covid-19 ao activo, com o objectivo de passar os anti-corpos do paciente já recuperado ao activo”, esclareceu.

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