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Biden escolhe gabinete marcado pela moderação e experiência com Obama

O presidente eleito Joe Biden continua a anunciar paulatinamente os membros do seu gabinete governamental.

Até agora os nomes escolhidos têm sido marcados por dois aspectos em particular, nomeadamente a diversidade racial e do género e também pela escolha de muitos nomes ligados à anterior administração Obama, algo que leva já muitos a chamarem ao gabinete de Biden “Obama em segunda mão”.

Isso é particularmente visível no caso das nomeações para Secretário de Estado Anthony Blinken, o Conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan, a embaixadora na ONU Linda Thomas- Greenfield, e a Secretária do Tesouro Janet Yellin.

Evan Osnon é o autor de uma biografia do presidente eleito e disse à cadeia de televisão ABC que os nomeados “são pessoas em quem ele confia mas mais do que isso ele confia na experiência que têm”.

Para Osnon os escolhidos “já atravessaram períodos difíceis, alguns deles estiveram envolvidos em decisões que lamentam como o envolvimento no Iraque ou a decisão de intervir na Líbia”.

“Têm cicatrizes mas isso é porque conhecem este trabalho, sabem como começar a trabalhar logo no primeiro dia e fazer uma diferença”, disse Osnon para quem as nomeações indicam que o presidente eleito quer um gabinete que “reflecte a América”.

Nomeados “são moderados”

O comentarista Juan Williams falando à cadeia de televisão FOX disse que as escolhas de Biden não deverão encontrar grande oposição, mesmo dos Republicanos pois “as nomeações têm sido de moderados”.

“São nomeações eu penso que até mesmo uma maioria republicana no senado as poderá aprovar”, acrescentou.

Controlo do Senado por decidir

O controlo do Senado está no entanto ainda por decidir.

Há uma segunda volta na Georgia para dois lugares no Senado. Se os Republicanos ganham um deles ficam com a maioria de dois lugares mas se perdem esses dois lugares o Senado fica empatado a 50 senadores para cada lado o que significa controlo dos Democratas pois quem desempata a votação é constitucionalmente o vice presidente, neste caso a Democrata Kamala Harris.

Susan Page analista política no jornal USA Today disse que o controlo do Senado pelos Republicanos significa que “podem decidir sobre quem Joe Biden pode nomear para postos chave, que tipo de pacote de ajuda para mitigar a crise do coronavírus pode ser aprovado, se legislação que passa na câmara tem a possibilidade de passar no Senado”.

“Em Washington será um mundo diferente dependendo de quem ganha os dois lugares na Georgia”, disse.

Para já contudo as nomeações de Biden indicam – talvez pela moderação de muitos desses nomeados- que o Senado não irá ser um grande entrave mesmo que seja controlado pelos Republicanos

Mathew Dowd trabalhou para a administração do primeiro presidente Bush e disse à ABC que os Republicanos deverão aprovar “a maioria senão mesmo todos com algumas excepções”.

“Penso que haverá uma ou duas excepções (em que os Republicanos) irão escolher uma ou duas pessoas para mostrar à base do Partido Republicano que podem fazer frente ao novo presidente.

“Irão tentar derrotar um ou dois dos nomeados mas penso que a maioria destes irão ser aprovados pois até agora não há ninguém muito controverso”, acrescentou Mathew Dowd paa quem nas nomeações é importante para o presidente eleito “reconhecer que 74 milhões de pessoas votaram contra ele”.

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FonteVoA
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