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João Lourenço não promete eleições autárquicas em 2021 e ouve críticas de activistas

Presidente angolano encontrou-se com uma centena de activistas, líderes e personalidades juvenis

O Presidente angolano, João Lourenço, não confirmou que as eleições autárquicas serão realizadas em 2021 e reiterou que as manifestações não podem termina em violência, apesar desse direito constitucional que, no entanto, não pode colocar em causa da saúde das pessoas.

Numa reunião de cerca de cinco horas com activistas e representantes de associações juvenis, artistas e outras personalidades, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, Lourenço defendeu as suas políticas e reformas.

O encontro começou com um minuto de silêncio em memória ao estudante Inocêncio de Matos, morto na sequência da manifestação de 11 de novembro.

Activistas e personalidades presentes pediram mais políticas para a juventude e reconhecimento de certas categorias como artistas e taxistas.

Entre várias críticas, houve quem pedisse ao Presidente que visitasse as escolas para ver a situação delas.

Autarquias

“O país precisa de instituir as autarquias”, reiterou o Presidente, lembrando que até 2018 nada se fez de concreto para atingir esse objetivo.

“Na altura, vimos a possibilidade de realizar em dois anos essas eleições e calharia agora. Mas uma coisa é querer e outra coisa é poder”, declarou, justificando que ainda falta aprovar peças do pacote legislativo, entre estas uma lei polémica, a da institucionalização das autarquias, face às posições antagónicas entre os que defendem o gradualismo e os que pretendem eleições simultâneas.

“Só depois de ultrapassar estas grandes diferenças de opinião é que podermos avançar”, afiançou Lourenço.

Entretanto, no encontro, Agostinho Camungo, líder da Juventude da UNITA, disse ser importante a institucionalização das autarquias no país.

“Queremos autarquias em 2021, em todo país, senhor Presidente”, pediu.

Manifestações

Quanto às manifestações que estiveram na origem do encontro, o Presidente angolano disse que elas “não têm de acabar em violência”, e que é um direito e “em Angola também é assim, é um direito protegido pela Constituição e nenhum poder pode tirar esse direito aos cidadãos”.

Entretanto, para Lourenço, “as coisas na vida não são tão lineares e uma coisa é termos o direito, outra é beneficiar dele”.

Além de desemprego, autarquias e manifestações, outros temas foram tratados num encontro.

O humorista Costa Vilola, mais conhecido por General Foge a Tempo, no programa “No Cubico dos Tuneza”, em representação dos artistas, pediu por reconhecimento da classe.

O presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Paciente, também pediu o reconhecimento da classe ao afirmar “não somos tidos nas politicas deste país, senhor Presidente”.

Por seu vez, Francisco Teixeira, presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, apelou a um maior empenho na educação.

“É preciso que o senhor Presidente viste as escolas porque nelas falta água, não há empregadas de limpeza, não há segurança em muitas delas”, afirmou.

Diálogos

Durante o encontro houve diálogos acalorados entre o Presidente e alguns activistas, como a conhecida Rosa Mendes, quem pediu a João Lourenço que não chame nomes aos activistas.

“Peço como pai que é, ajuda-nos, não nos chamem nomes, não nos tratem como arruaceiros porque somos todos angolanos”, apelou, Mendes que considerou ser “uma vítima do sistema”.

Em resposta, Lourenço afirmou que “vocês que se auto intitulam de `revus`, se é elogio ou pejorativo cada um tira as suas conclusões”, e acrescentou que “os que lutaram pela liberdade deste país eram revolucionários e orgulharam-se muito disso”.

Refira-se que vários activistas convidados não compareceram à reunião, como disseram à VOA vários deles antes do encontro realizado hoje.

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