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Generais “Dino” e “Kopelipa” proibidos de sair do país

Os generais Leopoldino Nascimento “Dino” e Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” estão proibidos de se ausentar do país, por decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito do processo-crime que corre na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) contra ambos.

Entre as medidas de coação decretadas pela PGR constam, ainda, o termo de identidade e residência e apresentação periódica às autoridades. As mesmas medidas foram aplicadas ao antigo chefe do gabinete jurídico da Sonangol, Fernando Santos.

O antigo chefe das Comunicações do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, Leopoldino do Nascimento “Dino”, e o ex-ministro de Estado e chefe da Casa Militar, Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, respondem por haver fortes indícios de terem beneficiado dos negócios que o Estado teve com a empresa China International Fund (CIF), no âmbito do extinto Gabinete de Reconstrução Nacional.

Como oficiais generais, gozam de imunidades e não podem ser presos preventivamente antes do despacho de pronúncia. No mês passado, Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino” procederam à entrega, à PGR, de bens de empresas constituídas com fundos públicos.

Em nota, distribuída no final de uma audição aos dois generais, a PGR informou que, ambos, como representantes das empresas China International Fund, Lda (CIF) e Cochan SA, entregaram os bens das fábricas de Cimento (CIF Cement), de montagem de veículos automóveis (CIF SGS Automóveis), de cerveja (CIF Lowenda Cervejas) e a CIF Logística, incluindo todos os equipamentos e máquinas.

Hélder Vieira Dias “Kopelipa” e Leopoldino do Nascimento “Dino” entregaram, igualmente, a totalidade das acções que detinham na empresa BIOCOM-Companhia de Bioenergia de Angola, Lda., através da Cochan SA, a rede de supermercados Kero, através da cedência de 90 por cento das participações sociais do grupo Zahara Comércio SA e a empresa Damer Gráficas – Sociedade Industrial de Artes Gráficas SA.

Os representantes da empresa CIF fizeram, também, a transferência da titularidade para a esfera patrimonial do Estado dos bens apreendidos pelo Serviço Nacional de Recuperação de Activos (SNRA) da PGR, nos dias 11 e 17 de Fevereiro, nomeadamente 24 edifícios, três creches, dois clubes náuticos e quatro estaleiros, na Centralidade do Zango Zero, também conhecida por “Vida Pacífica”.

Na Centralidade do Kilamba KK 5.800, foram apreendidos 271 edifícios e 837 vivendas, em diferentes níveis de construção e, na cidade de Luanda, os edifícios CIF One e CIF Two, incluindo todos os seus equipamentos.

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FonteJA
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