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Projectos agro-industriais com resultados satisfatórios

Os cereais com realce para o milho e massambala registam, nos últimos três anos, maior procura, principalmente, nos mercados informais da província da Huíla, por parte de clientes oriundos de vários pontos do país, face à redução considerável da importação do produto.

Nas áreas de vendas, sobretudo no Mutundo, arredores da cidade do Lubango, Quipungo, Caconda, Caluquembe, Chicomba e Matala, divisam-se clientes com veículos de pequeno e grande porte para transporte dos cereais para outros pontos do país.

Desperta também a atenção os produtores que partem de diversas sanzalas com o milho transportado nas carroças puxadas pelos bois. Alguns concentraram os cereais ao longo das estradas secundárias e terciárias, aguardando por clientes.

O agricultor António Canhanga, que lavra milho em dez hectares há 12 anos, considera vantajoso colocar o milho próximo à estrada da aldeia. “Poupamos esforços no transporte do produto com os animais e menos riscos de sermos assaltados pelos meliantes”.

A dona Maria Jambela que se dedica ao negócio do milho e massambala há 22 anos, argumentou que o negócio começou a ser já “muito rentável devido ao aumento da procura e escassez do produto, em que o recipiente de um quilo está agora cotado a 220 kwanzas que já é caro”.

A procura imparável de cereais constitui um dos motivos para a aposta no cultivo à escala industrial, onde já despontam duas produtoras nacionais, notadamente, a Agrikuvango e Mumba, implantadas no município do Cuvango, 300 quilómetros a Este da cidade do Lubango.

O complexo agro-industrial Agrikuvango, gerido por Rui Kapose, está implantado numa área de 5.000 hectares, onde estão desmatados espaços agricultáveis irrigáveis por pivôs, tendo na fase experimental, colhidas 2.700 toneladas de milho em meados de 2019.

A gerência do complexo perspectiva, actualmente, o cultivo anual de 21.000 toneladas de milho com a entrada em funcionamento de 12 novos pivôs, perfazendo ao todo 24 para permitir que a lavoura seja feita de forma ininterrupta. Rui Kapose explicou que o novo equipamento resulta de um financiamento do programa “Angola Investe”, favorável a ampliar a área agrícola para 1200 hectares. “Cada equipamento pode irrigar 50 hectares. “O reforço da capacidade de irrigação permite a produção de 4.500 toneladas de soja e 5.000 de feijão por ano”.

O Jornal de Angola soube que o complexo agro-industrial Agrikuvango já atingiu 65 por cento de implantação do espaço produtivo, no quadro do programa gizado para cinco anos, cuja meta é atingir 1.800 hectares.

Transformação do milho
A área industrial do complexo já começou a transformar o milho em farinha, cuja cifra anda actualmente à volta das 30 toneladas dia. Além da comercialização do milho em si, o projecto prescreve a comercialização dos derivados nos mercados das províncias da Huíla, Benguela e Luanda.

Rui Kapose sustentou que o propósito é o aumento da produção nacional para cobrir o mercado, reduzir as importações assim como criar-se condições para que haja cada vez mais excedentes que sirvam também para exportação.

O projecto, referiu, com 250 trabalhadores e 200 colaboradores, lançado em Março de 2017, com o propósito de aproveitar a riqueza hídrica do rio Cuvango, está concebido para produzir, processar e comercializar quantidades industriais de milho, trigo e arroz.Consta que a actividade agrícola industrial, além do rio Cuvango, foi inspirada pela passagem da linha do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) que atinge as províncias do Namibe e Cuando Cubango.

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