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Enquanto os filhos de Savimbi estão à vontade em Luanda os filhos de JES estão escondidos no estrangeiro. Porque será?

Os tempos mudaram e as pessoas vão-se adaptando a outras formas de vida. Os jovens de 1900, participaram na luta pela conquista da independência nacional e muitos foram presos por participarem em diferentes formas de manifestações.

Tanto a nível das congregações religiosas ou estudantis. Hoje, fala-se da Casa dos Estudantes do Império e do Processo dos 50, com emoção, dos tempos de uma juventude contestatária, que participou na luta contra o colonialismo.

Para que Angola conquistasse a independência, os filhos desta rica e linda terra  sacrificaram as suas vidas. Todavia, depois do país ter alcançado a paz, com a morte do líder guerrilheiro, Jonas Malheiro Savimbi,  realizaram-se eleições gerais de modo sistemático.

Isto é, desde o ano de 2008, Angola voltou à obediência de uma Constituição da República, que defende o pluralismo. Infelizmente contestada em muitos pontos pelos partidos da oposição.

A maior força partidária, a UNITA, optou imensas vezes pela  política da cadeira vazia,  a forma mais fácil de não aceitar a aprovação das leis que consideram,  um autêntico prejuízo para o país.

Quer sim quer não, a actual constituição, aboliu as eleições presidenciais e concentrou-se no princípio do partido mais votado nas urnas. Apesar de atribuir excessivos poderes ao Presidente da República de Angola a actual carta magna, não corresponde ainda aos anseios dos cidadãos.

Passados mais de 8 anos, os jovens nascidos nos finais dos anos noventa, começaram a interpretar a CRA e passaram a pressionar o então presidente, José Eduardo dos Santos a abandonar o poder político. Vários jovens foram assassinados na altura. Devido às constantes manifestações levadas a cabo contra o regime angolano.

Com o abandono da vida política em Angola de JES, João Lourenço nas vestes de Chefe de Estado eleito, chegou a confiscar e mandar para a cadeia, ministros, directores e pessoas que beneficiavam e delapidavam de modo cruel, os recursos do país pertencentes a todos os angolanos. Portanto, começamos assistir o inverso: os filhos de Jonas Savimbi, a viverem em completa liberdade em Luanda e os filhos de JES, escondidos no estrangeiro.

A eles se junta um grupo selectivo de governantes, acusados de terem açambarcado e delapidado os fundos públicos, desviados para contas faraónicas no estrangeiro. Quer dizer, a reserva financeira do país encontra-se toda ela no estrangeiro e na miséria está uma imensa maioria, que presentemente procura nos contentores do lixo, restos de comida para enganar o estômago. Não existe nada mais sórdido do que isto.

Os filhos de Jonas Savimbi  andam hoje à vontade no país, e, quiçá a conviverem com uma realidade, que não existia no seu pensamento, justamente, o de verem os filhos do então presidente que em quase quarenta anos no poder,  com a cabeça a prémio. Julgados uns e outros a contas com a justiça nacional.

O que se resume no fim de todo este triste episódio e é importante frisá-lo vivemos durante anos a fio, atropelando a constituição e no desrespeito aos demais membros da sociedade. Diz um velho adágio, não existem impérios que duram para sempre.

Os jovens de hoje, não querem saber da guerra que assolou o país e nem querem ouvir falar da mesma, em virtude de estarem a ver o futuro esfumar-se a cada vez mais. Reivindicam os seus legítimos direitos ao trabalho, à habitação, à saúde, à educação, ao bem estar social e à liberdade de pensamento, numa terra, com símbolos nacionais definidos, que devia ser de todos em termos materiais, mas infelizmente açambarcado por meia dúzia de indivíduos gananciosos.  (ALBINO DUARTE)

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