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A amizade entre Angola e Portugal

Quando Agostinho Neto proclamou “solenemente perante África e o Mundo a Independência de Angola”, de acordo com os “anseios mais sentidos do Povo”, marcava-se, a 11 de Novembro 1975, o (re)nascimento de uma grande nação africana, contendo em si um manancial de potencialidades.

45 anos são, na escala da história, sinónimo de juventude, mas representam também, para um Estado que soube armar a sua soberania e integridade, uma maturidade tranquila. Angola é, hoje, um país com clara visão estratégica e uma inuência real e positiva na sua região, em toda a África e na CPLP. A força e a resiliência do povo angolano caram bem demonstradas destas quatro décadas e meia de independência.

Elas zeram a paz, estabeleceram as bases da convivência entre todos, construíram as instituições, deniram um caminho de desenvolvimento. Elas zeram de Angola um exemplo. Entretanto, Portugal e Angola souberam consolidar uma estreita relação entre Estados,fundada na história, na proximidade linguística e cultural, no respeito mútuo, no diálogo político-diplomático, na economia, na colaboração entre universidades, escolas e organizações da sociedade civil.

Os alicerces mais fortes desta relação são os valores comuns e a amizade entre os povos. Ligam-nos intensas relações comerciais e empresariais; há importantes investimentos de parte a parte e uma presença empresarial importante para o desenvolvimento do tecido produtivo de ambos os países.

Cooperamos nas áreas da saúde, educação,formação, agricultura, ambiente, energia, água, justiça, segurança e defesa, num programa estratégico denido pelos dois governos até 2022.

Consultamo-nos reciprocamente nas questões mais relevantes da política internacional, com relevo para as Nações Unidas e as suas agências e organismos. Trabalhamos concertadamente para incrementar as parcerias entre África e a Europa.

Valorizamos conjuntamente as artes e a literatura que se fazem na nossa língua comum, a língua que é tanto de Luandino Vieira como de José Saramago, de Pepetela como de Lídia Jorge, de Ondjaki como de Sophia. Fazemos parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da qual Angola assumirá a presidência no próximo ano.

Por sua vez, no primeiro semestre de 2021, Portugal exercerá a presidência do Conselho da União Europeia. E uma das suas prioridades principais será o aprofundamento da relação da União Europeia e da União Africana, impulsionando uma estratégia conjunta concebida como parceria entre iguais.

Dizemos que é nas alturas difíceis que se revelam os verdadeiros amigos e o ano de 2020 tem sido especialmente complexo para todos nós, devido aos desafios colocados pela pandemia de Covid-19.

Portugal contou com Angola, que, desde o início, nos ajudou, permitindo o regresso dos cidadãos portugueses que caram retidos quando os dois países declararam o estado de emergência.

Tentámos também contribuir para apoiar o combate à Covid-19 nos Países Africanos de Língua Portuguesa e em Timor-Leste, lançando um Plano de Acção, que conta com cerca de três milhões de euros para este ano de 2020.

Este Plano visa contribuir para a distribuição de material de protecção individual, para a formação de pessoal laboratorial, para efectuar testes PCR, para a formação de pessoal médico e de enfermagem em cuidados intensivos e para garantir acesso a material e equipamentos como sejam os reagentes para testes ou ventiladores.

A relação de conança e amizade que une os nossos povos é a base que cimenta a certeza de que Portugal e Angola continuarão a apoiar-se mutuamente em múltiplos domínios. Porisso, neste dia de festa para Angola, envio, em meu nome e do Governo português, um caloroso abraço de felicitações. Viva a independência de Angola, viva a amizade entre Angola e Portugal!

 

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