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Dia Mundial do Diabetes: Como reduzir o risco de covid-19 grave

Especialistas explicam por que existe risco de gravidade e quais os cuidados que o diabético deve ter para ter qualidade de vida na pandemia.

Quem tem diabetes vai desenvolver covid-19 na forma grave, necessariamente?
Não necessariamente, segundo o endocrinologista Pedro Saddi, director da ADJ Diabetes Brasil. Ela afirma que a maior parte das pessoas com diabetes terão a forma leve da doença. “No entanto, é impossível prever quem terá uma forma grave da doença, por isso, é fundamental prevenir a exposição ao vírus”, ressalta.

Por que o risco de agravamento da covid-19 é maior em quem tem diabetes?
O risco é o mesmo no diabetes tipo 1 e 2? A endocrinologista Tarissa Petry, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que diabéticos têm a imunidade comprometida. Se a doença está descompensada, além da imunidade comprometida, há um aumento de substâncias inflamatórias, levando a um aumento da replicação viral.

“Teoricamente o risco é igual nos dois tipos de diabetes se a doença não estiver sob controlo. Porém, o diabetes tipo 2 tem duas agravantes: geralmente ocorre em pessoas com idade mais avançada e está associado ao aumento da gordura abdominal, o que também está associado a maior chance da forma grave”, afirma.

Quem tem diabetes deve ter algum cuidado a mais em relação à prevenção da covid-19, por exemplo, ter a doença controlada?
Pedro Saddi ressalta que o diabético deve ter os mesmos cuidados que a população geral.

“Além disso, é possível que um melhor controle da glicemia minimize o risco de covid-19 grave, então esse é mais um motivo para atingir um controle adequado da glicemia”, afirma. Caso contraia a doença, a recomendação, segundo ele, é fazer refeições menores e mais frequentes e manter a hidratação.

“Pode ser necessário monitorar a glicemia com mais frequência e ajustar a dose das medicações. Nunca interrompa as medicações por conta própria”, frisa.

Ao longo da pandemia, qual foi a maior descoberta na relação entre diabetes e covid-19?
Para Tarissa, foi a relação entre o diabetes e suas complicações.

“Além disso, a covid-19 também está relacionada à piora do controle glicêmico. Portanto parece ter uma relação bidirecional”, afirma. Já para Saddi chamou a atenção o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas com diabetes.

“Elas estão mais propensas a aumentar os níveis de ansiedade e de depressão neste momento e, assim, elevar a glicemia. Outra questão relevante foi a dificuldade de se manter o fornecimento adequado de medicamentos e insumos para pessoas com diabetes. Existe também a hipótese de que o SARS-CoV-2 possa desencadear diabetes em pessoas previamente sãs, mas isso ainda carece de mais estudos”, diz.

Quais são os principais cuidados que o diabético deve ter para ter qualidade de vida na pandemia?
Ter uma saúde mental equilibrada, fazer o controle da glicemia corretamente e atividade física de forma segura, além de manter uma alimentação adequada, segundo as palavras do endocrinologista. Tarissa destaca ainda a importância de não ter abusos alimentares, principalmente em quantidades, e evitar bebidas alcoólicas.

O diabetes tipo 2 é reversível?
Como prevenir esse tipo de diabetes? Não é reversível, conforme explica a endocrinologista Mariana Carvalho.

“A diabetes tipo 2 ainda não tem cura, mas é possível obter controle das glicemias para níveis considerados normais por meio de tratamento adequado, que envolve uso correto e regular de medicamentos e melhora no estilo de vida, com alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, controlo do peso e de fatores emocionais”, afirma.

Para prevenir, ela indica o controle de peso, alimentação balanceada e prática de atividades físicas.

Quais são os principais sinais do diabetes e como é feito o diagnóstico?
O diabetes é uma doença assintomática, por isso metade das pessoas que têm a doença não sabe, aponta Tarissa.

Ela explica que os sintomas só vão aparecer quando as glicemias estiverem muito altas, que são aumento de sede, fome, aumento da frequência de urinar e emagrecimento.

Outros sintomas, de acordo com Saddi, são boca seca, falta de energia, cansaço físico e mental, cicatrização lenta dos machucados, visão embaçada, sonolência, câimbras, formigamentos e infecções recorrentes.

Tarissa orienta que, caso tenha fatores de risco, como histórico familiar, aumento de peso, principalmente de gordura abdominal, procure um médico para fazer exames de glicemia.

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FonteR7
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