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Combate à corrupção é crucial nas reformas do país

A embaixadora do Reino Unido, Jessica Hand, destacou, ontem, em Luanda, o combate à corrupção em curso em Angola, afirmando que é elemento chave no processo de reformas em curso no país.

A diplomata, que falava no final de um encontro com responsáveis das Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), considerou que o combate à corrupção é um sinal muito forte para atrair os investidores.

“O combate à corrupção passa a mensagem aos investidores de que o país tem um sistema fiável, transparente, onde eles podem trabalhar com confiança”, realçou.

Jessica Hand disse que o crescimento que o país vem assinalando nos três anos de mandato do Presidente João Lourenço são enormes e muito impressionantes. Disse ser evidente que a determinação de “transformar Angola num lugar melhor e moderno”, vai influenciar a África e o mundo.

A embaixadora informou que há um forte interesse de empresários britânicos em investir em Angola em sectores que ajudam a diversificar a economia.

Ao referir-se, ainda, ao combate à corrupção e o processo de reformas em curso em Angola, Jessica Hand esclareceu que o encontro serviu para partilhar a experiência britânica com a IGAE. A ideia, disse, é serem identificadas possibilidades de cooperação, bem como ideias que possam ser aplicadas.

Visita ao Reino Unido
Representantes da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) foram convidados a visitar o Reino Unido, afim de estreitarem relações com instituições congéneres daquele país europeu.

O convite, segundo o inspector-geral da Administração do Estado, Sebastião Gunza, foi formulado pela embaixadora do Reino Unido, Jessica Hand, no final do encontro com a delegação da IGAE. O objectivo da visita, disse, é conhecer o funcionamento e mecanismo de transparência, boa governação, combate à corrupção e alguns detalhes que possam ajudar no trabalho da IGAE.

Sebastião Gunza sublinhou que Angola está a ser conhecida no mundo por causa das reformas que faz há três anos. “Há todo um interesse do mundo em estabelecer relações de cooperação com as instituições nacionais, principalmente com aquelas ligadas à transparência, combate à corrupção e boa governação”, salientou.

Acrescentou que este interesse do mundo por Angola resulta do crescimento que o país vem registando no capítulo da transparência. Lembrou que, em 2019, o nosso país subiu 19 lugares no ranking da transparência internacional e, este ano, foram 37 na reputação internacional, tendo superado, inclusive, o Brasil.

“Para nós, isto constitui motivo de regozijo e de reconhecimento pelo trabalho que vimos realizando”, considerou Sebastião Gunza.

Responsabilização de gestores públicos
Os vários processos-crime presentes em instituições de Justiça, envolvendo gestores públicos, são resultados do trabalho realizado pela Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), afirmou, ontem, em Luanda, o responsável máximo da instituição.

Sebastião Gunza esclareceu que, no âmbito do programa “Grande combate à corrupção”, definido pela IGAE, têm sido realizadas auditorias, sindicâncias, inspecções e fiscalização em várias instituições públicas.

Entre as instituições, apontou os Ministérios, institutos e empresas públicas, governos provinciais, embaixadas, consulados e administrações municipais. O objectivo deste trabalho, esclareceu, é conferir à gestão dos gestores públicos e do funcionamento das instituições que dirigem maior transparência.”Nós elaboramos o relatório e remetemos à entidade competente que, regra geral, é a Procuradoria Geral da República”, frisou.

Uso de viaturas
Das irregularidades com as quais a IGAE se depara com mais frequência, Sebastião Gunza apontou a existência de maus hábitos de gestão decorrentes do passado. A título de exemplo, sublinhou o facto de alguns gestores públicos insistirem em mexer, de forma ousada e ostensiva, em recursos públicos sob sua gestão.

“Não se tratavam só de recursos financeiros, mas, também, materiais, como, por exemplo, desvio de viaturas distribuídas, com toda a naturalidade”, realçou.

O inspector-geral da Administração do Estado esclareceu que a viatura é distribuída para ser usada no exercício das funções, mas, de forma errada, alguns gestores, quando desvinculados da instituição, levam-nas consigo.

Disse que este comportamento foi alimentado com a ausência da cultura da responsabilização, da prestação de contas e, por conseguinte, deu azo a que as pessoas ficassem sem receio das consequências dos actos.

Sebastião Gunza negou acusações segundo as quais a IGAE tem sido selectiva na actuação. Desafiou os acusadores a indicarem uma instituição pelas quais tenha passado e saído sem documentos.

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FonteJA
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