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Manifestação em Luanda terminou sem vítimas mortais

Contrariando as informações e imagens que circulavam nas redes sociais, onde mostravam um jovem deitado, com sangue na região da cabeça, e jovens gritavam que a Polícia matou, o comandante provincial de Luanda, Eduardo Cerqueira, fez saber que não houve nenhuma morte registada durante a dispersão. Houve sim, continua, um jovem (Nito Alves) que caiu e ficou ferido, e foi rapidamente transportado para o hospital.

De acordo com uma nota da corporação enviada ao Na Mira do Crime, esclarece que efectivos de distintos órgãos da Polícia Nacional de Angola, no âmbito do cumprimento da missão de manter a ordem e a tranquilidade pública, dispersaram, ontem, em Luanda, na zona da FTU e arredores, um grupo de jovens, que tentaram sair a rua em manifestação, violando uma das medidas vigentes no Decreto Presidencial, que proíbe o ajuntamento de mais de cinco pessoas na via pública, em função da Situação de Calamidade que o país observa, face a prevenção e combate à COVID-19.

Em desobediência às orientações, diz a nota, jovens revoltados, que a todo custo pretendiam atingir o largo do 1º de Maio, arremessaram pedras ao dispositivo Policial, que ali se encontrava, criaram barricadas e queimaram pneus, criando transtorno ao trânsito rodoviário e aos transeuntes, que viram a sua segurança ameaçada.

Para a reposição da legalidade e tranquilidade pública, a Corporação viu-se obrigada a reforçar a segurança no local, com o dispositivo de Forças Anti-Distúrbio, Ordem Pública, Cavalaria e Cinotécnia (cães e cavalos), que acalmaram os supostos manifestantes.

Em declarações à imprensa, a propósito dos protestos, o comandante provincial da PN em Luanda, Eduardo Cerqueira, voltou a negar denúncias da morte de um jovem por disparo de arma de fogo.

Informou, por outro lado, que a corporação não fez uso de qualquer meio letal para conter os manifestantes, acção feita com jactos de água, gás lacrimogéneo e bombas de efeito moral.

O comandante provincial da Polícia Nacional precisou que foram detidos na manifestação pelo menos três cidadãos, incluindo um foragido da justiça que tinha mandato de captura.

Outros dois foram detidos por tentativa de fogo posto em dois postos de combustível, no Benfica e na avenida Pedro de Castro Van-Dunem Loy, cujas acções foram contidas.

Segundo o oficial, outros cidadãos foram levados para zonas distantes dos locais de confrontação entre a polícia e os manifestantes, para facilitar a dispersão, mas soltos a seguir.

De igual modo, confirmou a detenção temporária de dois jornalistas, soltos depois do devido acto de identificação numa esquadra de polícia, tendo prometido a devolução dos meios.

Lamentou o facto de os manifestantes terem tentado forçar o prostesto mesmo depois da proibição do Governo de Luanda, sublinhando que as forças de segurança vão continuar a trabalhar para manter a ordem pública.

Crianças sofreram com bombas de efeito moral

Os manifestantes impedidos de prosseguir pelas Avenida Deolinda Rodrigues, por causa do forte aparato da polícia e dos disparos de gás lacrimogêneo e armas de fogo, foram obrigados a fugirem pelas ruas do bairro Palanca, onde concentravam-se em números maiores. Apercebendo-se disso, os agentes da polícia invadiram as ruas E, F, G e H com um aparato da polícia anti-motim.

Os manifestantes lançavam pedras aos polícias e a polícia lançavam gás lacrimogêneo aos manifestantes. Os moradores eram obrigados a ficarem em casa e sem acesso à rua.

Foram lançadas várias granadas de gás lacrimogêneo tendo, inclusive, crianças passado mal por causa do fumo.

Vários quintais foram invadido pelos manifestantes clamando por ajuda, concretamente, água para lavarem a cara. A polícia não poupava ninguém.

Inclusive, um ajudante de mecânica, que trabalhava na rua F, foi levado inocentemente pela polícia, confundido com manifestante. Tendo alguns moradores entrado em contacto com os artefactos, a maior preocupação é saber se os artefactos que já passaram do seu tempo de validade não fará mal aos moradores que nada tinha a ver com a manifestação. Crianças, grávidas e velhos tiveram que se refugiar em locais menos vulneráveis, já que o fumo penetrava até dentro das residências.

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