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Joe Biden promete sarar uma América dividida

Joe Biden e Kamala Harris falaram pela primeira vez ontem à noite enquanto Presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos da América. Falaram de “uma vitória clara e convincente” depois de terem conquistado o maior número de votos populares de que há registo no país.

Kamala Harris fez a abertura da festa em Wilmington, onde milhares de apoiantes democrata esperavam pelos discursos de Biden e Harris.

A senadora de 56 anos é a primeira mulher, afro americana, filha de imigrantes da Jamaica e da Índia, a ocupar o cargo de vice-presidente, o segundo lugar mais alto da nação.

Embora seja a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente dos EUA, garantiu “não vai ser a última”.

“É importante a união do país” lembrava ontem à noite à RFI o cineasta cabo-verdiano Guenny Pires, que acompanhou a vitória do democrata na Califórnia.

A vitória de Biden representa uma reviravolta nos Estados Unidos da América, mas também no mundo. A vitória do democrata foi recebida com um alívio por muitos líderes mundiais, que se precipitaram para felicitar o 46° Presidente dos EUA.

O antigo presidente Barack Obama saudou a vitória “histórica” de Joe Biden, que foi seu vice-presidente entre 2009 e 2017.

Bem como Emmanuel Macron, Angela Merkel, Boris Jonhson, Marcelo Rebelo de Sousa ou ainda Jorge Carlos Fonseca, Umaro Sissoco Embaló e Filipe Nyusi.

Donald Trump, Presidente ainda no cargo e candidato republicano, não reconheceu a derrota e está a avançar com processos judiciais, alegando fraude eleitoral. “Faltam os resultados oficiais”, defendeu o republicano luso-descendente Vítor Barbosa, vereador em Palm Cost na florida

Ontem à noite milhares de pessoas foram para as ruas de várias cidades norte-americanas, incluindo Los Angeles, Nova Iorque, Filadélfia, Atlanta e Washington, D.C., para festejarem a eleição de Joe Biden como próximo Presidente dos Estados Unidos da América.

Em New Jersey, os eleitores estavam muito divididos e não houve reacções na ala dos Republicanos, afirma Pedro Rego, eleitor luso americano que “como muitos outros eleitores” votou no candidato republicano, apesar de terem votado democrata em 2016.

Até ao início de Dezembro, os estados contam os votos e certificam os resultados finais. Quando as margens são muito curtas, vários estados têm recontagem automáticas dos votos. Cada estado tem um prazo próprio para terminar este processo. No entanto, durante este período pode haver discórdia nos resultados e contestação judicial, atrasando a oficialização final das contagens.

“A euforia nas ruas norte-americanas são um grito dirigido ao Supremo Tribunal: “não nos tirem esta vitoria” , aponta o sociólogo português, Boaventura Sousa Santos, lembrando que “muitas coisas estão ainda em aberto”.

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FonteRFI
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