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Grupo armado sai de Moçambique e ataca cidade na Tanzânia

Um grupo de cerca de 300 homens armados, proveniente da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, atravessou a fronteira e atacou, sábado ao fim da tarde, a cidade tanzaniana de Kitaya, matando, pelo menos, 20 pessoas, entre soldados e civis, noticiou, ontem, a Reuters.

Segundo a agência de notícias, que cita uma fonte militar, o grupo destruiu um hospital e um aquartelamento do Exército, antes de regressar às suas bases no Norte de Moçambique.
Este ataque, que foi depois reivindicado pelo Estado Islâmico Província da África Central (ISCAP), confirmou as recentes denúncias que dão conta da existência de grupos armados que têm por base o Norte de Moçambique para daí lançarem ataques armados contra países vizinhos.

Ainda no sábado, de acordo com a Reuters, um outro grupo do ISCAP atacou a vila moçambicana de Macomia, na costa da província de Cabo Delgado. Nesta incursão não se registaram vítimas entre a população devido à presença de uma força do Exército moçambicano que se opôs com êxito aos invasores.

De referir que na semana passada, grupos armados destruíram algumas aldeias em Olumbi, perto de Palma, às portas do local onde duas multinacionais planeiam construir um dos maiores terminais de gás natural liquefeito do mundo.

Na semana passada, o Presidente Filipe Nyusi chamou a atenção para o facto de um total de 61.789 alunos e 1.132 professores estarem a ser afectados, desde 2017, pelos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado.

“Desde o início dos ataques, em 2017, foram afectadas 138 escolas, 45 das quais foram destruídas, afectando 61.789 alunos e 1.132 professores”, declarou Filipe Nyusi, citado pela Lusa, quando falava sobre a actual situação do ensino em Moçambique.

Segundo Filipe Nyusi, os alunos e professores mais afectados pela violência armada em Cabo Delgado são dos distritos de Mocímboa da Praia, Quissanga e Macomia que, além de provocarem a paralisação das aulas, os grupos armados naquela província destruíram total e parcialmente várias instalações dos serviços distritais de educação.

O Presidente moçambicano disse que as autoridades estão a fazer tudo para garantir que os professores e alunos que foram obrigados a abandonar os distritos possam voltar para as zonas de origem. “Estamos a trabalhar neste sentido e não vamos vacilar”, frisou o Chefe de Estado moçambicano.

A província de Cabo Delgado é palco, há três anos, de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas. A violência provocou uma crise humanitária com mais de mil mortos e cerca de 250 mil deslocados interno.

Mau tempo faz 22 mortes

Pelo menos 22 pessoas morreram e 16.057 foram afectadas durante as primeiras semanas do período chuvoso 2020/2021 que começou este mês em Moçambique, disse, ontem, à Lusa o porta-voz do Governo.
Do número total de vítimas, 13 morreram após serem arrastadas pela água da chuva, oito perderam a vida na sequência do desabamento de paredes e um por descarga atmosférica, segundo Fleimão Suazi, porta-voz do Conselho de Ministros.

Aquele responsável falava à Comunicação Social após a 38.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros na Presidência, em Maputo. Segundo o porta-voz do Governo moçambicano, as províncias de Niassa, Nampula, Zambézia , Tete, Manica e a Cidade de Maputo foram as mais afectadas, havendo , pelo menos, 922 casas totalmente destruídas e outras 1.704 parcialmente devastadas.

“Pelo menos, 91 salas de aulas foram destruídas e três unidades de saúde foram afectadas, além de 14 casas de culto”, acrescentou.

Entre os meses de Outubro e Abril, Moçambique é ciclicamente atingido por ventos ciclónicos oriundos do Oceano Índico e por cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral, além de secas que afectam quase sempre alguns pontos do Sul do país.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre Moçambique.

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