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UNITA compara cadeias angolanas como “campos nazi”

O braço juvenil do partido da oposição angolana UNITA, a JURA, comparou as cadeias angolanas com os antigos campos de concentração nazi, devido à “sobrelotação e tortura” a que são submetidos os presos e detidos.

O secretário-geral da Juventude Unida e Revolucionária de Angola (JURA), Agostinho Kamuango, disse que “os presos são amontoados numa lotação quatro vezes superior ao normal”. Segundo o político, os serviços penitenciários são “precários” e “não são centros de reeducação ou reabilitação”.

“Sem medo de errar, as nossas cadeias parecem-se aos antigos campos de concentração nazi”, rematou.

O secretário-geral da Juventude Unida e Revolucionária de Angola (JURA), Agostinho Kamuango, disse que “os presos são amontoados numa lotação quatro vezes superior ao normal”.
(DR)

Agostinho Kamuango esteve entre os mais de cem jovens e ativistas que participaram numa manifestação no dia 24 de outubro, em Luanda, fortemente reprimida pela polícia, na sequência da qual foram detidos durante uma semana e julgados sumariamente.

Os manifestantes, já em liberdade desde domingo passado, eram acusados de crimes de desobediência, arruaça e destruição de bens materiais, tendo 71 sido condenados por desobediência.

O líder da JURA condenou as detenções e anunciou que os jovens foram alvo de tortura, bem como jornalistas bem identificados que foram sujeitos ao mesmo tratamento..

Kamuango referiu que os presos e detidos partilharam o mesmo espaço, sem importar o crime pelo qual foram acusados, “numa lotação acima do normal, sem condições sanitárias, o que propicia o surgimento de muitas doenças”.

Os manifestantes, já em liberdade desde domingo passado, eram acusados de crimes de desobediência, arruaça e destruição de bens materiais, tendo 71 sido condenados por desobediência.
(DR)

“Está-se a matar os cidadãos aos poucos”, adiantou, lamentando também o tipo de refeição servida aos presos e detidos.

Outra preocupação surge no elevado número de menores, com idades compreendidas entre os 12 e 15 anos, que partilham o mesmo espaço dos adultos, sem diferenciação de tratamento. Para o político da UNITA, não se nota “uma resposta pontual dos órgãos competentes”. “O tribunal de menores parece não existir. Não é normal o que se assiste nas cadeias. Onde estão os centros de reabilitação ou reeducação, onde andam o INAC [Instituto Nacional da Criança] e outras organizações dos direitos humanos?”, questionou.

Para o político da UNITA, a situação dos menores nas cadeias “carece de uma resposta pontual dos órgãos competentes”, porque, notou, o “drama desses menores deve preocupar a sociedade por representar uma ameaça para o seu futuro”.

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