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Dia dos Finados: Homenagens serão feitas em casa devido às restrições da Covid-19

“O ano de 2020 é para esquecer. Morreu a minha mãe em consequência da Covid-19 e não poderei fazer uma homenagem digna hoje no cemitério, sendo o Dia dos Finados, que hoje se assinala”. Este foi o desabafo de uma jovem, única filha da falecida.

Em consequência dos casos da Covid-19, o Governo Provincial de Luanda suspendeu todas as actividades relacionadas ao Dia dos Finados e aconselha as famílias a permanecerem em casa, de modo a evitar a propagação do vírus.
Essa situação constitui uma tristeza para muitas famílias, revelou à reportagem do Jornal de Angola Eduarda Baltazar, de 35 anos, que se tornou órfã de mãe este ano.

A jovem disse que a vida e o reconhecimento das pessoas depois da morte deixaram de ser insignificantes, fundamentalmente para aquelas pessoas que perderam os seus entes queridos este ano, em consequência da Covid-19.
A jovem disse que “o óbito e o funeral da minha mãe estiveram vazios, nem parecia que conhecia muita gente e que era amada pelos seus próximos”. Realçou que as consequências das restrições, por força da pandemia, mudaram as cerimónias fúnebres a que já estávamos habituados. “Nunca chorei tanto na minha vida, a solidão e o isolamento foram as causas de tantas lágrimas. Agora tenho de suportar o facto de não poder ir visitar a campa da minha mãe no dia dos finados”, desabafou.

Hélder Silva perdeu o irmão mais velho no ano passado, mas o que mais lhe deixa triste é o facto de não poder ir ao cemitério limpar a campa e fazer orações em homenagem ao irmão, no dia dos finados.
“É chato e triste o que estamos a viver, mas não temos outra alternativa, a não ser cumprir com as medidas impostas pelo Decreto Presidencial devido à Situação de Calamidade Pública. Amava muito o meu irmão, ele fez muito por mim, mas infelizmente não consigo fazer a homenagem que merece”, disse.

O psicólogo Nvunda Tonet considera que o Dia dos Finados serve para a evocação das memórias e recordação dos entes queridos que partiram, onde os familiares aproveitam para prestar homenagens aos parentes falecidos.
Mas devido à situação epidemiológica que o país está viver, realçou, há restrições, neste caso, todos devem adaptar-se à nova realidade.

Nvunda Tonet aconselha os familiares a prestarem homenagens em casa, através de um minuto de silêncio ou orações, bem como lembrar os momentos vividos com os entes queridos que já partiram. “Embora seja difícil para as pessoas, porque estamos habituados a ir aos cemitérios no dia reservado aos finados, devemos ultrapassar isso e cumprir as medidas para o bem de todos”, alertou.

Data reservada aos fiéis católicos

O Dia dos Fiéis Defuntos é celebrado no dia 2 de Novembro de cada ano, logo após o Dia de Todos os Santos, a 1 de Novembro, e a noite de Halloween, a 31 de Outubro.

É um dia para lembrar os mortos, visitar locais de sepulturas de parentes que partiram ou assistir a missas especiais em cemitérios ou igrejas. Muitos também decoram e limpam túmulos e colocam lá arranjos de flores, para os católicos, o Dia dos Finados é um tempo para orar pelas almas dos parentes falecidos, ajudar a sair cedo do purgatório, ou fazem uma doação para a igreja com o mesmo propósito.

Em Angola, o dia 2 de Novembro é feriado nacional e tornou-se tradição as famílias homenagearem os seus entes falecidos, com rezas, limpezas e deposição de flores sobre campas, mas por força da pandemia da Covid-19, o Governo Provincial de Luanda aconselha os familiares a ficarem em casa.

Para cumprir com o ritual, muitas famílias iam aos cemitérios, onde são celebradas missas em memória dos defuntos.
Segundo fontes religiosas, o acto de rezar pelos mortos é praticado desde o século I, porém, foi apenas no século XI que os Papas João XVIII, Silvestre II e Leão IX instruíram os fiéis a dedicar ao menos um dia anualmente para lembrar e rezar pelas almas daqueles que já partiram.

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