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Conjuntura mundial determina variação das reservas líquidas

A medida que aumenta o impacto da crise sanitária pelo mundo, as projecções de crescimento das economias vão sendo frustradas. Na nossa economia, por exemplo, estava previsto para 2020 manter-se uma tendência de superavit na ordem de 1,2 por cento do PIB, mas o cenário actual nos remete para um défice fiscal de 4 por cento do PIB, fruto de uma redução das receitas do país em cerca de 30 por cento e da diminuição do preço do barril do petróleo, que passou de 55 para 33 dólares americanos por barril.

A par disso, a crise económica agravada pela pandemia que tem se intensificado nos últimos dias, tem comprometido a manutenção das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), passando de 15,4 mil milhões de dólares, em Setembro, para os actuais 9,1 mil milhões de dólares, valor mais baixo de 2010, de acordo com a equipe económica.

De acordo com especialistas diante do cenário de crise que se instalou, o Governo angolano será pressionado a agir mais rápido no processo de diversificação para tentar amenizar os efeitos da pandemia sobre a economia e consequentemente gerir melhor as escassas reservas Internacionais.

É assim que para o economista Fernando Vunge e atendendo às últimas notícias, claramente que a evolução das RIL até no final do ano dependerá da conjuntura mundial quanto ao preço do petróleo nos mercados internacionais e só será possível reverter relativa dependência se o Estado apostar drasticamente na exploração das potencialidades angolanas.

“E isso só será possível se o país explorar as suas reais potencialidades para produzir os bens e serviços localmente e reduzir assim a sua dependência das importações permitido assim que as RIL sejam aplicadas na compra maquinarias, equipamentos, tecnologias, insumos ou bens de capital e bens de consumo intermédio para alavancar a produção nacional”, afirmou.

Em conversa com o Jornal de Angola, o economista disse que outra medida que se impõem é o fomento das exportações com destaque para sector extractivo fora do petróleo e diamantífero com destaque para minerais como ouro, cobre, dentre outros minérios e a exploração de rochas ornamentais, ou seja, diversificar a estrutura produtiva e exportadora para angariar divisas fora dos sectores tradicionais do petróleo e diamantes.

Já a economista Juliana Evangelista é de opinião que a subida ou queda das reservas, dependem da forma como o estado irá gerir os recursos .

Para ela, um dos factores que impactam na redução das RIL, relacionam-se com a actual crise económica e a deficiente estrutura produtiva, ancorada no sector petrolífero, o que impede a sustentabilidade da RIL.

Argumentou que basicamente as nossas receitas liquidas são compostas por cerca de 77 por cento em moeda estrangeira em Dólares e Euros, nos últimos anos o país tem usado as RIL para fazer face à importação de bens da cesta básica em cerca de 47 por cento, invisíveis 49 por cento, capitais 3 por cento, entre outros.

” Para melhorar o stock das RIL temos de reduzir as importação de produtos que podem ser produzidos localmente e tal como fomentar as exportações”, afirmou.

” A economia precisa de liquidez. As famílias e as empresas estão sufocadas por falta de capital circulante, facto que justifica as medidas assistencialistas por via de reforço dos programas de apoio a famílias vulneráveis e manutenção de empregos, e combate a pandemia, pensar na saúde e no emprego, proteger a população angolana desse choque externo”, rematou.

Embora seja notada uma diminuição nas reservas, o quadro sobre a evolução das reservas do BNA acentua uma cada vez mais reduzida queda abrupta, por um lado apoiada, segundo opiniões locais, no controlo das importações por via do ligeiro aumento da oferta de bens nacionais, por outra, face ao contexto internacional de menor abertura às trocas comerciais.

Desde o início da crise petrolífera, em 2014 até 2017 as reservas internacionais líquidas baixaram cerca de metade, sendo que em Janeiro de 2014, as reservas estavam estimadas em 30,7 mil milhões de dólares, contra os 15,1 mil milhões, em 2017. Essa queda abrupta foi na altura justificada pela necessidade do BNA garantir a importação de bens e serviços.

Nesta altura o alerta de especialista sobre a descida por em causa a sustentabilidade das contas externas do país num futuro próximo.

Desde a tomada de posse do presidente da república, em Setembro de 2017, as reservas internacionais líquidas registavam o seu valor mínimo em 7 anos, situando-se em 15,609 mil milhões dólares, que entraram no limite da solvabilidade externa definida pelo anterior Governo.

O valor mais alto das RIL remonta de 2013, quando estavam avaliadas em 34 mil milhões de dólares, o valor mais alto desde que há registos.

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FonteJA
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