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Renovação: Congresso da FNLA agendado para Junho

O Comité Central da FNLA decidiu, ontem, agendar, para o período entre 16 e 19 de Junho, o quinto Congresso Ordinário do partido, que será marcado pela renovação de mandatos.

Os congressos da FNLA têm periodicidade de quatro anos. O último foi realizado em Fevereiro de 2015, o que quer dizer que a actual direcção tem o mandato expirado há um ano e oito meses. A direcção alega que o atraso deve-se às divergências internas.

Iniciada na quarta-feira, a quinta reunião do Comité Central da FNLA teria terminado ontem, mas, por questões técnicas (falhas no sinal da Internet, já que o encontro decorre por videoconferência), foi estendida para o dia de hoje.

Novo secretário-geral

O ponto mais alto do primeiro dia da reunião do Comité Central foi a eleição de Aguiar Laurindo como novo secretário-geral.

O novo “número dois” na hierarquia do “partido dos irmãos” exercia as funções de secretário-geral interino, na sequência da suspensão preventiva do titular, Pedro Dala, em finais de Agosto.

Pedro Dala viu, na quarta-feira, o Comité Central aprovar a sua destituição do cargo, acusado de tentativa de destituição do presidente da FNLA, Lucas Ngonda, nepotismo, desvio das contribuições dos membros do partido na Comissão Nacional Eleitoral, bem como violação do pacto de reunificação e reconciliação do partido.

Segundo o secretário para a Informação da FNLA, Mfinda Matubakana, o Comité Central deliberou a criação de uma comissão de auditoria, que terá a missão de apurar a acusação de gestão danosa atribuída a Pedro Dala.

Jerónimo Makana, exsecretário para a Informação e fiel a Pedro Dala, disse, ontem, ao Jornal de Angola, que, de acordo com os estatutos do partido, o Comité Central não tem competência de afastar o secretário-geral.

“Temos, no nosso partido, cinco sanções para possíveis infracções: admoestação simples, admoestação registada, suspensão, destituição e expulsão. A decisão sobre a destituição e a expulsão cabe apenas ao Congresso”, esclareceu o jovem político, para quem a suspensão de Pedro Dala não implicava automaticamente a eleição do novo secretário-geral pelo Comité Central.

Jerónimo Makana alertou que todos os actos praticados após à suspensão de Pedro Dala, vão ser reportados ao Tribunal Constitucional para a impugnação.

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