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Morte de Sindika Dokolo: João Lourenço apresenta condolências a JES

O Presidente da República, João Lourenço, apresentou, nesta sexta-feira, 29, condolências ao ex-presidente José Eduardo dos Santos pelo falecimento de Sindika Dokolo.

O coleccionador de artes congolês, casado com a primeira filha de José Eduardo dos Santos, Isabel dos Santos, morreu, nesta quinta-feira, 29, no Dubai, quando praticava mergulho.

“Manifesto os mais profundos sentimentos de pesar ao presidente JES, pela morte trágica de seu genro Sindika Dokolo, cuja notícia surpreendeu a sociedade angolana”, escreveu no Twitter, João Lourenço.

Também hoje, a família escreveu uma mensagem de agradecimento na página oficial de Sindika Dokolo pelas mensagens de apoio: “a família agradece antecipadamente a todas as pessoas que participam da sua dor”, lê-se.

Nascido no antigo Zaire, a 16 de Maio de 1972 (actual República Democrática do Congo), Dokolo era filho do banqueiro Augustin Dokolo Sanu, e da sua segunda mulher, a dinamarquesa Hanne Taabbel. Frequentou o liceu Saint Louis de Gonzague, em Paris, e prosseguiu os estudos na Universidade Paris Vi Pierre et Marie Curie.

Tinha uma das mais importantes colecções de arte contemporânea africana, com mais de 3 mil peças. Inspirado pelo pai, amante de arte, começou a sua colecção quando tinha 15 anos e criou mais tarde a Fundação Sindika Dokolo, a fim de promover as artes e festivais de cultura em Angola e noutros países

Em Outubro do ano passado, a sua Fundação comprou e repatriou para Angola 20 peças de arte que tinham sido levadas de museus angolanos para colecções estrangeiras e preparou-se para entregar ao museu de Kinshasa a primeira peça congolesa recuperada.

Crítico dos quase 20 anos do regime do presidente Joseph Kabila na República Democrática do Congo, Sindika Dokolo esteve cerca de cinco anos no exílio, devido aos processos movidos contra si em Kinshasa, tendo regressado apenas em Maio de 2019, já depois da chegada ao poder de Félix Tshisekedi, que tomou posse como chefe de Estado congolês em Janeiro.

Em Fevereiro de 2016, ainda com José Eduardo dos Santos nas funções de presidente em Angola, a Fundação Sindika Dokolo entregou ao chefe de Estado, no Palácio Presidencial, em Luanda, duas máscaras e uma estatueta do povo Tchokwe (leste de Angola), que tinham sido saqueadas durante o conflito armado, recuperadas após vários anos de negociação com coleccionadores europeus.

Sindika Dokolo e Isabel dos Santos são suspeitos de terem lesado o Estado angolano em milhões de dólares e foram alvos de arresto de bens e participações sociais em empresas, em Dezembro do ano passado, por determinação do Tribunal Provincial de Luanda.

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