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CONTEXTOS: Tempo de Oposições

Desemprego, desordem e desinformação – destes 3 Ds se fará o “Verão Quente” prestes a começar no continente africano. De um lado, uma população carenciada – com médias de idades muito jovens, entre os 17 e 18 anos em muitos casos.

Do outro, regimes sem soluções e em falência financeira – consequência directa de uma falência moral que degenerou, em Angola, no saque da Sonangol, e, em Moçambique, nas “dívidas ocultas”. Os regimes do MPLA e da FRELIMO.

Da tensão em Luanda aqui falamos na semana passada. A atabalhoada resposta do Governo de João Lourenço – que passou por uma intensa campanha de desinformação, como damos conta no Africa Monitor desta semana – inflamou ainda mais os ânimos. Definitivamente para o passado fica votada a imagem – para consumo externo, essencialmente, de um regime em abertura.

O contexto é propício às oposições. E dos protestos em Luanda emergiu um líder – Adalberto da Costa Jr, presidente da UNITA. Apesar de ignorado – quando não deturpado – pela comunicação social do Estado, o líder da UNITA tem mantido uma postura sóbria, responsável, mas aguerrida.

E por isso está a canalizar para si a insatisfação dos jovens e outros excluídos economicamente. E o desespero de muitos que dificilmente conseguem alimentar uma família numerosa. Com Adalberto, também jovem a UNITA é cada vez menos um partido étnico, e cada vez mais um partido de alternativa ao poder vigente.

Em Moçambique, pelo contrário, a única oposição que se vem afirmando é a oposição ao próprio líder da oposição. Mais particularmente, os sectores da RENAMO que contestam o líder Ossufo Momade. Em bom rigor, Momade herdou um “fato” grande – o do líder histórico Afonso Dhlakama – e nunca foi bem aceite nem pelos familiares deste dentro do partido, nem por “pesos pesados” como Manuel Bissopo.

Mas também por isso competia-lhe unificar a RENAMO. Como demos conta desde o início, a sua opção foi a oposta – de afastar os que lhe disputaram o lugar e concentrar poderes. O resultado foi a fragmentação do movimento, com um grupo de guerrilheiros encabeçado por Mariano Nhongo a voltar a pegar em armas, fomentando a desordem e vitimando civis no Centro do país.

Quanto maior a fraqueza política do líder da oposição, maior o risco de cisões internas. Com uma mensagem frequentemente voltada para dentro, e pouco ou nada assertiva, Momade revela-se incapaz de se afirmar internamente, muito menos de canalizar o crescente descontentamento da população jovem urbana ou peri-urbana. E isso contribui muito para o facto de as ruas das principais cidades moçambicanas estarem (ainda) livres de protestos.

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