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Rui Pinto e Júdice? “Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão…”

“Já lá diz a sabedoria popular: ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão…” Foi desta forma que Ana Gomes reagiu, no Twitter, às ‘farpas’ trocadas entre José Miguel Júdice e Rui Pinto.

Recorde-se que o advogado chamou, esta terça-feira, “ladrão” a Rui Pinto, denunciando a “violência moral e psicológica” do criador do ‘Football Leaks’, na 17.ª sessão do julgamento, numa audição por videoconferência para o Tribunal Central Criminal de Lisboa. O denunciante reagiu afirmando que o advogado “lidou durante décadas com ladrões (…) e nunca se queixou”.

Na audição, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados afirmou: “Fui visitado por esse senhor, que só lhe posso chamar ladrão e que, com grande violência moral e psicológica, me veio furtar”.

E reiterou: “Não posso admitir em circunstância alguma que um cidadão, ainda que fosse com aparentes motivos nobres, faça o que foi feito comigo. É totalmente inadmissível do ponto de vista ético ou jurídico.”

A resposta de Rui Pinto chegou através do Twitter, com o hacker a escrever: “José Miguel Júdice lidou durante décadas com ladrões, que lhe encheram a conta bancária através de honorários milionários, e nunca se queixou”. O gaiense referiu ainda que o advogado “defende com unhas e dentes Ricardo Salgado dizendo que não é nenhum gangster”.

 

Através da sua conta no Twitter, também a candidata presidencial reagiu esta quarta-feira. Célebre defensora do trabalho executado pelo hacker, Ana Gomes afirmou que “já lá diz a sabedoria popular: ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão…” “A propósito, ainda espero ver os muitos Mossacks e Fonsecas lusos também serem alvo de mandatos de captura…”, frisou.

 

De lembrar que Rui Pinto, de 31 anos, responde por um total de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.

O criador do Football Leaks encontra-se em liberdade desde 7 de agosto, “devido à sua colaboração” com a Polícia Judiciária (PJ) e ao seu “sentido crítico”, mas está, por questões de segurança, inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial.

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