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O tema do desemprego está excessivamente politizado?

Nos últimos tempos, o desemprego tem sido tema de debate não só na sociedade civil e na igreja, como também nos partidos políticos. Será que o assunto está excessivamente politizado? Analistas mostram-se divididos.

Na última terça-feira (20.10), o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) discutiu a questão do desemprego na reunião do Bureau Político. Por outro lado, a sociedade civil e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido da oposição), convocaram para sábado (24.10) uma manifestação. Entre vários temas, o emprego será um das reivindicações dos manifestantes.

Será que a questão do desemprego em Angola está a ser excessivamente politizada?

“Creio que é um sentido de oportunidade que estas franjas da sociedade encontram para analisar a questão do desemprego que é uma questão fulcral e transversal”, responde Cláudio Fortuna, investigador da Universidade Católica de Angola.

No entanto, o politólogo Agostinho Sicato acredita que sim, que “o tema do desemprego está bastante politizado e se estão a fazer aproveitamentos [políticos] elevadíssimos num assunto que, na verdade, diz respeito a todos”.

Nesse sentido, Sicato sugere aos políticos que se afastem um pouco do tema e juntem “as suas energias, enquanto cidadãos, às da sociedade civil para se encontrar um meio”.

Para o analista, “o diálogo é sempre a melhor via. Neste momento, devia abrir-se um debate nacional.”

Mais diálogo
Mas será que os diversos segmentos da sociedade civil estão abertos a esse debate?

Agostinho Sicato acredita que sim. Contudo, Cláudio Fortuna entende que a sociedade ainda está um pouco “fechada”.

“Temos consciência que o Governo tem estado a viver uma situação menos boa em função da herança do passado recente. O que é facto é que temos uma sociedade muito fechada, com posicionamentos um pouco egoístas. Não há solidariedade entre si no sentido de tentar discutir o mais possível as questões cadentes”, afirma o académico.

Protesto como arma de pressão
O deputado da UNITA Nelito Ekuikui, um dos organizadores do protesto de sábado, afirma que, para além do desemprego, a marcha também visa chamar a atenção do Governo e da Justiça para a necessidade de dialogar.

A intenção é também fazer pressão para convocar as eleições autárquicas no próximo ano e destituir Manuel da Silva “Manico” do cargo de presidente da Comissão Nacional Eleitoral, por supostos actos de corrupção.

“Vai ser lido um manifesto que será entregue às autoridades e vamos esperar que elas se pronunciem. Na eventualidade de não se pronunciarem, a luta continua”, assegura Ekuikui.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística em Agosto indicam que a taxa de desemprego em Angola ronda os 32,7%, sendo os jovens os mais afectados.

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